7 de setembro – Independência do Brasil

Há muito tempo, 29 de novembro de 1807.

A Família Real e a Corte Portuguesa decidiram passar um período no Brasil, visando fugir da ira do baixinho francês que estava dominando a Europa, Napoleão. Essa fuga foi possível devido ao apoio da Grã-Bretanha, arquirrival do Império Francês de Napoleão. A Grã-Bretanha prometeu tomar conta de Portugal durante a ausência da Corte Portuguesa e também proteger a Corte na travessa até o Brasil.

Assim, a Corte Portuguesa chegou ao Brasil e instalou-se no Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa. Isso mudou o modus operandi de até então, ou seja, o Brasil passou a ser a metrópole e Portugal a colônia.

Após a saída da Família Real, os ingleses puseram os franceses pra correr (ainda bem! Imagina se resolvessem que o francês seria ensinado como língua oficial ao invés do português em Portugal e consequentemente aqui no Brasil? ECA!) e cuidaram de Portugal. “Cuidaram”, né, porque assinaram o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas, que acabou endividando o país de Cristiano Ronaldo.

Abre parênteses: o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas meio que acabou com as barreiras alfandegárias entre os dois países. Os produtos portugueses, como o vinho, mofavam nas prateleiras britânicas, povo adepto do chá, enquanto a lã inglesa vendia como água nas prateleiras portuguesas. Esse friozinho de rachar da Europa pegou mal para Portugal e para o Brasil, cujos produtos eram explorados para pagar as dívidas com os britânicos. Fecha parênteses.

Obviamente que os gajos não gostaram da situação em que se encontravam. Antiga metrópole, viraram colônia e baba-ovo dos bretões. Insatisfeitos, resolveram fazer mudanças, a saber: retorno imediato da Corte para Portugal – para reverter a situação de metrópole-colônia – e a restauração da exclusividade de comércio com o Brasil – nada de “Nações Amigas” em território brasileiro, fonte de renda portuguesa.

Não querendo perder o controle de Portugal, Dom João VI, rei português, retorna ao seu país de origem, deixando o filhote primogênito encarregado do Brasil – Dom Pedro. Estamos no ano de 1821 agora.

Agora tudo ficaria bem, certo? Mas nem que a vaca tussa… o Brasil não queria ser tratado como colônia de novo, depois de ter experimentado o gostinho de ser metrópole. Até houve outras alternativas, como a criação de uma monarquia dual (Brasil e Portugal), todos sendo amiguinhos e tal, mas os portugueses fincaram o pé que queriam o Brasil como colônia. Então tá, deu no que deu, desejo de emancipação.

Diversas camadas sociais participaram da história e queriam a emancipação (ou não) por motivos distintos. A gota d’água foi quando a Corte, percebendo a inquietação e desejo brasileiro de independência, decidiu abolir a Regência e exigiu o retorno de Dom Pedro a Portugal. Assim, Pedrinho perderia o poder e o Brasil responderia diretamente a Portugal. Seríamos colônia oficialmente, é.

Porém, contudo, entretanto, Pedrinho tava fazendo as malas quando o povo chamou ele pra um lero. Até acho que deixou as malas vazias pra não ter que desfazer depois, mas tudo bem.

Até imagino que o argumento utilizado na intimidade tenha sido esse:

“Ô Pedrinho, vais voltar pra quê? Não tás feliz aqui? Não tens tudo o que precisas? Mostra pro paizão que já és independente, que podes cuidar de um país sozinho! Se ficares, serás tratado como um rei; se voltares, serás apenas o filho mais velho de Dom João”.

Percebendo a chance de governar um país que futuramente se consolidaria como potência do futebol e vôlei entre outros esportes, com praias e mulheres belíssimas, Dom Pedro, que não era bobo, decidiu ficar. Pra impressionar, bradou uma frase de efeito: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto. Digam ao povo que fico!”. Esse dia ficou conhecido como o Dia do Fico, 9 de janeiro de 1822.

É claro que Dom João VI, lá em Portugal, não gostou nadinha da atitude do filhão. Deu uma puxada de orelha através de uma carta, que chegou às mãos de Dom Pedro em 7 de setembro de 1822. Agora não era a Corte que exigia sua volta, era seu genitor. Na carta, além de sua volta, Dom João pedia submissão ao rei de Portugal e às Cortes Portuguesas. Um castigo Real, em outras palavras.

Dom Pedro, rebelde, com 24 anos de idade, curtia seus 15 minutos de fama. Queria torná-los duradouros. Então, decidiu romper com Portugal. Assim anunciava-se a Independência do Brasil. Urrou:

“Independência ou Morte!”

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One Response to 7 de setembro – Independência do Brasil

  1. Mãe says:

    Se tudo que eu tivesse aprendido de História fosse assim, talvez gostasse um pouco mais da matéria. Beleza, professor!

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