Curso Travel-writer / Travel-writer course

Desde que me formei na faculdade, tenho procurado ocupar meus dias com afazeres. Exceto por uma semana que reclamei de tédio – esses dias são passado, viu mãe? -, tô satisfeito com o jeito como as coisas têm andado.

A semana que passou foi diferente do padrão deste mês pós-formatura. Aconteceu um curso com um tema deveras interessante chamado “Travel-writer” (“escritor-viajante”/editor de guia de viagens). Embora eu tenha perdido bastante boas oportunidades de cursos e eventos, dessa eu participei.

O curso foi ministrado pelo pioneiro da área de guia de viagens em português, Zizo Asnis, e pelo seu editor gráfico, Márcio Danieli. De 2ª a 6ª das 8:45 até às 12:30, com direito a intervalo e lanchinhos, um grupo de 20 e poucas almas frequentou as aulas.

Nesses 5 dias, Zizo nos mostrou a história da cultura viajante, que data do descobrimento da América, quando os habitantes do Velho Mundo se interessaram pelo Novo e acabaram migrando pra cá.

De lá pra cá, o tempo gasto no trajeto das viagens reduziu drasticamente e a informação sobre o local a ser visitado aumentou exponencialmente. Com um porém, que Zizo percebeu enquanto visitava Londres pela 1ª vez, há uns 20 anos: os guias de viagem publicados eram quase exclusivamente em inglês.

Findado o ano de estadia em Londres e tendo visitado outros lugares na Europa, Zizo voltou ao Brasil e ao seu trabalho em uma empresa de impressões. Começou a refletir. Gostara da viagem. Mais que o trabalho de então. Percebera que, se não havia, surgiria um mercado em expansão, de viajantes brasileiros, ávidos por informação sobre os locais a serem percorridos nas viagens, de preferência na sua língua nativa, o português. E que tal informação, procurada em guias de viagem com visão brasileira, era inexistente. Havia traduções mal-feitas e com enfoques diferentes daquele do viajante brasileiro habitual. O que poderia ser feito?

Decidiu se demitir e tornar sua ideia realidade. Tinha alguma grana no bolso e estava ciente de que dificuldades apareceriam no caminho. Paciência. Era o que queria. Fincara o pé, estava determinado a viajar e criar seu primeiro guia para viajantes brasileiros na Europa.

A empresa em que trabalhava adiou seu plano por um ano. Ao invés de aceitarem sua demissão, ofereceram-lhe um cargo mais elevado, melhor financeiramente. Zizo aceitou, firmando um trato consigo mesmo: “fico por aqui mais um ano, junto uma grana para tornar as coisas mais fáceis depois e saio de vez daqui”.

Não se acomodou à nova posição empregatícia e fez exatamente o que planejou. Um ano depois, dava início a sua jornada pela Europa, ao lado de pessoas que se interessaram em viajar e contribuir para o projeto de guia de viagens. Saía por fim o “Guia Criativo para o Viajante Independente na Europa”, o 1º em português no mercado.

O livro vendeu e ainda vende bem. Os viajantes brasileiros que queriam ir para a Europa com informações já tinham um guia em português ao qual recorrer. Mas… ir para a Europa é caro, não é para todos. O perfil do turista nacional é/era visitar o Brasil e a América do Sul, principalmente, pela maior facilidade de comunicação com os países vecinos hablantes de español y por el co$to.

Assim surgia o “Guia Criativo para o Viajante Independente na América do Sul”, com um volume de páginas tão grande (principal crítica do público) quanto seu irmão europeu: quase 700 páginas e 0,6kg. Visando reduzir o peso da bíblia para viajantes e aprofundar as informações sobre cada país visitado, vieram os guias “O Viajante – Argentina” e “O Viajante – Chile”, com cerca de 0,4kg cada. Ainda assim, a versão completa vende mais pelo seu custo/benefício e também porque muita gente pensa que visitar a Argentina significa ir a Buenos Aires, é só arranhar um portunhol e já eras, pra que um guia completo? Barbaridade tchê…

Depois destes guias, vieram ainda os do RS e de SC, para quem quer conhecer melhor o próprio país e até pra quem é de fora. Não esqueçamos que a Copa do Mundo de 2014 vai ser aqui e faltam publicações, tanto em português quanto inglês, sobre os Estados-sede!

Essas são as edições existentes; o que será que vem por aí é top secret, perguntamos mas o Zizo não quis responder…

Esse é o histórico dos guias de viagem. Imagino que todos que frequentaram o curso, inclusive eu, têm o desejo de participar da próxima edição. Para isso, recebemos uma tarefa para fazer até o fim desta semana: aprimorar o guia que nós elaboramos em grupo sobre um bairro de Porto Alegre. Cidade Baixa no meu caso, um bairro que ao meu ver não tem nada a ver comigo, acho que tô perdido… nem por isso vou desistir.

Então, essa semana estarei investigando a Cidade Baixa. Aceito sugestões de onde visitar, almoçar e investigar! Gracias!

Site para referência: http://oviajante.uol.com.br/

————–

Since I graduated on college, I’ve tried to keep my days busy. Except for a week that I complained of boredom – this is past, ok mom? – I’m satisfied with the way things are happening.

This past week was different from the post-graduation standard. There was a distinct interesting course called “Travel-writer”. Even though I have missed a lot of good courses and events’ opportunities, I joined this one.

The course was taught by the pioneer of the Portuguese travel guide editor Zizo Asnis and his graphic editor, Márcio Danieli. Every morning from Monday to Friday, between 8:45am to 12:30pm, with breaks and snacks included, a group of 20 and a few people attended the lectures.

In these 5 days, Zizo showed us the history of the backpack culture, which begins with the discovery of America, when the inhabitants of the Old World met the New one and decided to migrate.

The time spent travelling decreased and the informations about the place to be visited raised a lot since then. But Zizo felt that there was something missing during his stay in London, around 20 years ago: the travel guides did exist, but they were almost all written in English.

After spending a year in London and visiting some other places in Europe, Zizo came back to Brazil and to his work in a printing company. Started to think over. He did enjoy the trip. More than his present job by then. He realized that, if there weren’t, there would be an expanding market of Brazilian travelers thirsty for information concerning the places to visit in their travel, preferably in their own language, Portuguese. And this information was inexistent in travel guides with a Brazilian point of view. There were guides badly translated and with a different approach than the usual Brazilian traveler. What could be done?

He decided to quit his job and make his idea true. He had some money in his pocket and knew that difficult situations would show up. Fine. That’s what he wanted. It couldn’t be helped, he was determined to travel and write his first guide to Brazilian travelers in Europe.

However, the company where he worked delayed his plan for a year. Instead of accepting his resignation, they offered him a higher position, better wage. Zizo accepted, but kept in mind a deal made with himself: “I shall stay here for a year, save some money to make things easier later and then I’m off”.

He didn’t settle in his new position and did exactly what he prophesied. His journey to Europe began a year later, associated with other people who got interested in traveling and contributing to his project of travel guide. The guide, called “Guia Criativo para o Viajante Independente na Europa”, was the first Portuguese one in the market.

The book sold and still sells well. Brazilian travelers that wanted to go to Europe with information could find a Portuguese guide for support. However… going to Europe is expensive, it’s not for everyone. The profile of the Brazilian traveler is/was to visit Brazil and South America, mainly, due to communication facilities with the neighbour countries and the cost.

That’s how the guide “Guia Criativo para o Viajante Independente na América do Sul” come up, with a size similar to its European version, the main criticism of the public: almost 700 pages and 1.3 lbs. In order to reduce the weight of the traveler’s Bible and to deepen each country’s info, the guides “O Viajante – Argentina” and “O Viajante – Chile” were published, 400 pages and 0.9 lbs. Even so, the full version still sells better due to its cost-effectiveness and also because a lot of people think that to visit Argentina means to go to Buenos Aires, just try some Portuñol and that’s it, why would we need a full guide?

Two more guides were published after these ones, from the Brazilian states of RS and SC, for the people who wants to know better these places and for tourists. We must keep in mind that the 2014 World Cup will happen here and we are missing tour guides either in Portuguese and English about the hosting States!

These are all the present existing versions, what is coming on is top secret, we asked but Zizo didn’t want to answer…

This is the historic of travel guides. I believe that everyone that attended the course, me included, want to be a participant in the next edition. In order to achieve that, we got a homework task to do until the end of this week: to improve the guide we have done in group about one of Porto Alegre’s neighborhood. Cidade Baixa in this case, a neighborhood that doesn’t match me at all in my opinion. I think I am lost, but I won’t give up this easy.

So, I will be investigating Cidade Baixa. I accept suggestion where to visit, to lunch and investigate! Thanks!

Reference link: http://oviajante.uol.com.br/

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4 Responses to Curso Travel-writer / Travel-writer course

  1. Mãe says:

    Gostei de ler mais uma vez e acho que o Zizo agradeceria o seu histórico aqui registrado.
    Agora tô esperando o texto sobre a Cidade Baixa, que inclui, se não me engano, até o bar do Lança, lembraste?

  2. liu says:

    legal teu site gui!! abs

  3. Luciano B. says:

    Parabéns pelo blog rapá!!
    tá valendo a clicada euheehueuh
    …esses dias vi um vídeo teu no youtube, dando um tour na facul hehe!!
    Flw!

  4. elisa says:

    É guiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
    Tu escreve muito bem tanto em Inglês quanto em Português, mas achei muito depressivo aquele primeiro que você escreveu sobre estar desempregado e tal…não sabia que tu tinha passado por maus bocados, acho que a gente precisa se ver mais e conversar mais.
    Beijão e te diverte muito na Argentina por mim!
    Elisa

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