Montevidéu

Segundo dia de viagem. 7:30 da madruga. Embora cedo, esse foi o horário escolhido para levantarmos e sair do quarto para um bom café da manhã. Como um bom hotel que se preze, havia omelete e torradinhas com tomate à vontade no buffet do restaurante, o que nos possibilitou armazenar energia para comer novamente só na hora do almoço.

Terminado o desayuno, voltamos ao quarto, fechamos as malas, acertamos a conta no caixa e partimos. Empezava a 2a parte da viagem, o trecho Jaguarão-Montevidéu.

Refizemos a travessia breve da ponte até Rio Branco e nos encontrávamos em solo uruguaio. Agora sim, apesar do experiente pailoto já ter vindo ao Uruguai pelo Chuí antes, um mapa fazia-se necessário, pois estávamos em ruas desconhecidas. E para isso, tínhamos um de… 1981. Exceto pelo fato que a rota que usamos encontrava-se pavimentada e não mais de chão batido como há décadas atrás, o mapa foi bem funcional.

Primeiramente, decidimos seguir um ônibus velho, sujo e feio que passou por nós a 120km/h com uma placa eletrônica escrita Montevidéu na frente. Essa situação inusitada nos levou a 2 suposições: 1) não havia fiscalização nas ótimas estradas asfaltadas uruguaias; 2) 120km/h nas estradas desertas daqui era pouco. Portanto, o pé foi colocado na tábua do acelerador e logo logo o ônibus ficou pra trás.

Assim sendo, o trajeto foi percorrido rapidamente, sempre com a luz baixa ligada, exigência da legislação nacional. Usamos a ruta 18 de Rio Branco até Treinta y Tres e seguimos pela ruta 8, parando em Minas para almoçar uma pasta con pulpón (tipo costela desossada, cuidadosamente malpassada). E um helado de paleta (sorvete de palito, picolé) da Conaprole de postre (sobremesa). Tudo bem calculado, como diria um primo meu.

Observação relevante: as adaptações para circular por aqui e na Argentina, fora as luzes ligadas, são a aquisição de caixa de primeiros-socorros, carta verde (seguro automobilístico da Mercosul), dois triângulos, um cambão e a remoção da bola de aço, que os hermanos não veem com bons olhos. Quem avisa amigo é.

Depois de Minas, rumamos a Montevidéu, onde chegamos perto das 16h. O trajeto de 390km Jaguarão-Montevidéu foi mais tranquilo que de Porto Alegre-Jaguarão, pois as estradas estavam em melhores condições, a paisagem ajudou (bastante bosques e flores amarelas), a velocidade foi de 120-140km/h e o corpo estava mais acostumado com a posição sentada permanentemente. Sem balas Joice dessa vez.

Montevidéu é a capital da República Oriental do Uruguai, país que contém cerca de 3 milhões de habitantes e o dobro de cabeças de gado, principalmente Hereford. A primeira impressão que tive do bairro Pocitos, um dos melhores da cidade, foi positiva, com ruas largas repletas de plátanos, calçadão ideal para caminhadas matinais, presença de rio e mar e povo disposto a ajudar os estrangeiros (nós no caso) a achar o caminho até o hotel. A Nilda e pai já estiveram por aqui antes, sou o novato da história pra variar.

Para minha grata surpresa, conheci uma amiga da Internet de tempos hoje (diz ela que faz 6 anos que nos falamos pela primeira vez). Ela é daqui e me recebeu superbem, já veio dando um baita abraço e isso que era a primeira vez que nos víamos en vivo, que surpresa boa! Demos uma circulada bem agradável no bairro que foi interrompida pelo tufão forte, assim uma conversa no salão no hotel e depois no Subway vieram bem a calhar. Consegui dar uma treinada legal no espanhol – claro que muitas palavras passaram batidas, mas peguei o contexto na maioria das vezes – e no inglês. Obrigado pela paciência e pelo companheirismo, J, amei te conhecer!

Finalmente aqui me encontro, listo para acostarme e reiniciar a viaje mañana. Infelizmente não quedaremos em Montevidéu amanhã, partiremos para Buenos Aires temprano. E ao que tudo indica, vou ver mais dois amigos queridos logo aí, êêê =)

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2 Responses to Montevidéu

  1. Mãe says:

    Tô gostando de curtir tua viagem pelo blog, filho. Menção honrosa para a expressão “pailoto”! Apenas pra não deixar passar em branco, estivemos em Montevidéu em fevereiro de 2009, no retorno da Patagônia. Pra refrescar tua memória, visitamos o Mercado del Puerto e vocês comeram um helado.
    Aliás, fiquei babando pelo helado de paleta da Conaprole. Podes colocar um na mala pra mim?
    Beijos.

    • guichazan says:

      Oi manhê! Não considero que essa passagem de poucas horas em Montevidéu em 2009 tenha sido o suficiente para dizer que conhecemos a capital uruguaia, assim como essa visita de agora. Deu pra ter uma ideia geral só de um bairro, Pocitos. O bom mesmo foi conhecer a J =)
      Quanto ao picolé, posso levar um em um copo de requeijão e depois recongelamos, vai querer? Bjos!

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