Buenos Aires – terra do Mercedão

Domingo, 31 de outubro

Acordamos cedo e pelas 8h estávamos no bairro Ciudad Vieja de Montevidéu. Circulamos, tiramos fotos da parrillada sendo preparada ainda temprano e comemos um chivitos no restaurante Don Pepperone como lanche da manhã.

A Ciudad Vieja é charmosa, ali está presente o Teatro Solís – o principal de Montevidéu – mas deu pra perceber que o cuidado presente em Pocitos não se extende em todos os bairros. Havia muita sujeira nas ruas nesse dia, pode ter sido um caso isolado, mas como primeira imagem do bairro, foi uma pena.

Pelas 14h, saímos de Montevidéu rumo a Buenos Aires, capital argentina. Porém, eu decaí na hierarquia automobilística. Não sou mais o co-piloto, fui rebaixado a passageiro do banco de trás. A Nilda é a nova co-piloto. Minha função agora é olhar a paisagem, participar um pouco das conversas e… dormir.

O trajeto escolhido para alcançar nosso objetivo foi Montevidéu-Bs As por barco, com passagens compradas de antemão, de tal forma que depois de 3h no rio da Prata chegaríamos ao nosso destino. Barbada, certo?

Na teoria, sim. Na prática, o plano mixou. O mesmo tufão que levantou as folhas no dia anterior deixou o domínio ribeirinho agitado, impossibilitando a travessia por balsa. Assim, recorremos ao plano B: ir até Colonia del Sacramento de carro e de lá pegaríamos o transporte fluvial, se possível fosse. Seriam 2h de carro e 1h de barco.

Picamos a mula e conseguimos chegar a tempo em Sacramento – eram 14h, estávamos em Montevidéu e tínhamos 177km de chão até Sacramento, onde precisávamos estar no Buquebus às 16h -, o que foi possível pelas estradas desertas uruguaias e pela alta velocidade empregada no processo (120km/h).

Pegamos a balsa do Buquebus com carro e tudo em Colonia, como os uruguaios chamam a cidade, e 1h depois desembarcávamos em solo argentino. Primeira coisa que tentamos fazer foi recuperar a diferença de plata existente nas passagens Montevidéu-Bs As e Sacramento-Bs As. Como era domingo, o atendimento ao turista estava cerrado e teríamos que voltar no dia seguinte para ressarcimento.

O curioso é que, na frente do tour information, tinha uma vitrine com um Mercedez-Benz por US$ 50.000, baratíssimo para os padrões brasileiros, onde os impostos visando proteger a produção nacional triplicam o preço do auto. O pai, que é fãnzão de carros importados, largou a pérola “Quero me mudar para Bs As para ter um Mercedão”.

Agora em Bs As, com fuso horário de 1h a menos, seguimos então para o Hotel Plaza Roma, ubicado no barrio Puerto Madero, nas cercanias do porto onde atracamos. Na frente do hotel era possível ver o Luna Park, local de eventos esportivos (principalmente boxe) e musicais. Pela proximidade de ruas movimentadas e do ginásio, pai e Nilda temeram pelo barulho noturno, o que felizmente não aconteceu.

Após largarmos as malas no hotel, resolvemos aproveitar para circular pelo bairro, nos diques de Puerto Madero. Esse bairro tem uma história interessante. Como diz o nome, é um porto (puerto) que foi construído anos atrás – estima-se que por 189x – , mas que ficou obsoleto devido ao aumento do tamanho dos navios de carga e à criação de um novo porto adequado para recebê-los. Somente a partir de 1990 que remodelaram o local através de um plano de revitalização, tornando-o um dos mais nobres da cidade e mais visitados pelos turistas. Me gustó mucho!

Hambrientos, decidimos almojantar no restaurante Bahía Madero. Pedimos uma parrillada de vegetales, matambre, lomo fino (filé mignon), cerveza Quilmes (eles) e jugo natural (eu). Não sobrou pedra sobre pedra, saímos todos satisfeitos, mas a conta… não tava tão salgada, mas saiu mais que a média dos restaurantes devido à localização mais chique (e consequentemente mais cara): 206 pesos argentinos ao todo.

Pra termos uma ideia em reais, arredondando os preços: 1 real = 2 pesos argentinos = 10 pesos uruguaios. O câmbio tá favorável para nós, brazucas.

Depois da refeição de duplo propósito, caminhamos pelas pontes dos diques de Puerto Madero. Aqui também tão tentando conscientizar a população a tornar outubro o mês de prevenção do câncer de mamas, através do Proyecto Mama. Tinham estátuas de mulher do pescoço até quase nos joelhos com diferentes pinturas nas ruas das pontes, bem chamativo.

À noite, como não tive acesso à Internet para documentar o dia (razão pela qual posto com alguns dias de atraso), aproveitei para colocar a leitura de cabeceira em dia. O livro trazido foi “Pantaleão e as visitadoras”.

E adormeci…

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2 Responses to Buenos Aires – terra do Mercedão

  1. anna says:

    Não sei pq não foi o comentário que eu fiz antes. O zeide assistiu o jogo do Gremio contra o Inter de Sta Maria, ele ganhou de 6 a zero. O zeide diz que está com muita saudade e eu também, bjs.

  2. anna says:

    O zeide manda as noticias: jogo do gremio em pelotas. Está quase no fim e o escore é 2×1, bjs.

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