Últimos dias em Yechiam

Depois de 11 dias aqui e já me sentindo em casa, estou me preparando pra ir embora para outro kibbutz, Kfar Masaryk.

Fazendo um resumão, posso dizer que meus dias foram assim:

Acordava pelas 5:40 da manhã pra tomar café e me aprontava pra ir com o Tamir para o trabalho pelas 6:15. Friozinho tipo o do inverno gaúcho, 10oC

Chegando na fazenda orgânica, trabalhava no momento de chegada (umas 6:30) até 10:30. Os trabalhos variavam em função do dia seguinte, se teria entrega de mercadorias ou não. Se tivesse entrega, era colheita de alguma planta – pepino, abobrinha e berinjela na estufa ou beterraba ao ar livre – e colocar na geladeira. Se não tivesse entrega, era pra fazer mudanças que pudessem melhor o rendimento das culturas – enrolar o pepino na corda, tirar as plantas daninhas das estufas, beterraba e o que eu creio que seja cebolinha. Exceto o enrolamento do pepino*, que eu precisava de um banquinho pra alcançar o topo da corda, todo o resto era feito na base do agachamento. Temperatura já subia, dava pra ficar de moletom ou de camiseta só.

*o pepino é uma trepadeira, tendo suporte e condições ele sobe a corda. Para o melhor rendimento do pepino, é usada uma corda de mais de 2m de altura. Depois de subir toda a corda, ele continua crescendo e a gravidade traz ele pra baixo, totalizando uns 4m de comprimento.

Às 10:30 tinha a pausa pra café da manhã no serviço. Tamir, Colin e eu nos reuníamos para comer e jogar conversa fora, um dos pontos altos do dia. Eram oferecidos pão, húmus, pepino, queijo escocês, azeitonas, pimentão, abacate, um molho pra lá de apimentado, água, café, shoko (às vezes), chá.

Gostei muito dos meus companheiros de trabalho. Exceto pelo primeiro dia que Colin e eu trabalhamos junto plantando pepino (ainda bem, senão eu não levantava no dia seguinte), as atividades eram divididas e cada um de nós as executava individualmente, o momento de conhecê-los pela conversa era no intervalo mesmo.

Posso dizer que conheci 2 Tamirs durante esses 11 dias, o Tamir-chefe e o Tamir-amigo. Exemplo do Tamir-chefe: uma vez fiz uma pausa no serviço pra alongar (minhas costas me matavam nos agachamentos, até eu pegar um caixote pra usar como banco =P) e dei com ele olhando pra mim dizendo “What?”, como se não houvesse razão pra ter parado. Durão.

De uns dias pra cá, com uma demanda maior de serviço por causa da feira orgânica, tivemos que trabalhar mais juntos. Foram 3h de viagem ida-e-volta até Tel Aviv, mais arrumar a estante, carregar e descarregar as coisas. Foi um ambiente mais descontraído, de bastante conversa, gostei muito. Vou levar esse momento de lembrança.

Depois do café, por volta das 11:30, voltávamos ao serviço até às 14h em média. Aí o Tamir e eu voltávamos ao kibbutz, o Colin ia a pé pra casa, no lado da fazenda.

Chegando no quarto por umas 15h, eu tava de folga pelo resto do dia. Arranjava almoço, banho, ficava no Facebook, respondendo e-mails até umas 19h, 20h. Cheguei a passear pelo kibbutz uns dias, mas como é inverno aqui, tá normalmente friozinho pra sair e o povo fica enclausurado em casa. A paisagem é bonita, mas não descobri muita coisa pra fazer aqui não hehe. Tava bom assim.

Às 20h já tava um bréu – tá escurecendo pelas 17h mais ou menos -, mas já sei de cor e salteado o caminho até a casa da Oshra e da Gilly. Achei aqui um kibbutz pequeno e fácil de se localizar e isso levando em conta que minha localização espacial é péssima!

Eu jantei a maioria dos dias na casa da Oshra. Naturalmente eles falavam entre si em hebraico e quando era comigo em inglês, mas em nenhum momento eu me senti desconfortável por não entender o que tavam falando. Era legal pegar umas palavras soltas e depois através de perguntas entender a situação por completo. Me ajudaram muito, seja com companhia, lavanderia, passeios, informações. Família adorável, reforçando o post anterior.

Na casa da Gilly era diferente, eu entendia tudo porque só falávamos em português entre nós. Encontrei mais a Andrea e a Gilly em casa, a Karen e o Shay só uma vez. Foi bom para trocar ideias, ver o ponto de vista de outros brasileiros sobre Israel. Também me deram bastante comida para trazer pra casa, muito obrigado haha. Gente finíssima.

Passado das 22h eu tava voltando pra casa, só subida. Mais um pouco no PC e cama pelas 23h, afinal o dia seguinte começava pelas 5:40, recomeçando o ciclo.

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2 Responses to Últimos dias em Yechiam

  1. Mãe says:

    Primeiros dias maravilhosos. Que os próximos 5 meses sejam ainda melhores!

  2. gilly says:

    Fico feliz que sua estadia em Israel esteja sendo dentro das suas expectativas…aqui nao e tao facil mas nos esforcamos para tentar amenizar o choque de tao distintas culturas.O trabalho enobrece,mesmo as 5,30 hrs da manha,subidas e descidas so fazem bem para a saude,comida nunca vai faltar e se der pane me liga,pastrama Yechiam resolvera o seu problema…Carnaval tb nao vai faltar
    Desejo que seja uma bela experiencia,proveitosa e mais que tudo,que nao faltem os amigos,beijocas

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