Audio description / Audiodescrição

I do love to play soccer and I was used to play every saturday morning I could. I thought nothing could change this fact, since my passion to soccer is hard to beat. Saturday morning’s shift was gonna be forever busy, I thought.

But there is something I love even more than soccer. It’s called accessibility. Do you know what accessibility is?

In my own concept, accessibility is anything that can be used to help people to enjoy life at its maximum. Unfortunatelly, there are things that some people can not enjoy because it is not accessible for them. For instance, let’s say we wanna go to movies. Mostly everyone likes going to movies, cuz it’s fun, although some groups don’t go there so often. 1st – Which groups are these? 2nd – And why don’t they show up at movies so often?

1st question’s answer: some of them are deafs/hard of hearing, blind/low vision and physically disabled people.

2nd: Deafs/hard of hearing – because some movies don’t play subtitles/sign language interpretation, specially when it comes to animations and national movies. “OK, so what?”, you might think. Well, you LISTEN to movies and that’s where your source of information comes from. Deaf people in general don’t have this skill, so they rely on subtitles to gather this information.

Blind/low vision people – unlike the category above, they do gather information from which they can listen, but they can not see the movie so they lose a lot of important details. To fix it, there is a resource called audio description, in which a narrator talks “through the presentation, describing what is happening on the screen during the natural pauses in the audio, and sometimes during dialogue if deemed necessary” (borrowed from Wikipedia).

Physically disabled people can go to movies and enjoy both kinds of information, but they do not have a good place to sit since you have to walk over some steps to reach a good seat. There are some people that ask them if they would like to sit on a better position, but think as if you were them. I am sure you would like to go anywhere by your own if you could – and it’s possible with a slight ramp.

Well, so the company Mil Palavras (“A Thousand Words”) was offering a course about audio description (Portuguese website > http://www.milpalavras.net.br/). It would happen on Saturday morning’s shift for some months. I decided to attend it and I just graduated on it last Saturday.

To make it short, I wanna say that I had a lot of fun. I met some of the best people in the world. We were around 10 people (3 blinds, 1 deaf, 1 physically disabled, 1 with a hurt foot (not for long though!) and 5 normal people, although nobody is really normal :P) and we learned a lot from what people with special needs want.

We displayed some videos carefully chosen and audio described by us. Although I am deaf, I could listen to part of it and could use a script to help me (thanks classmates and accessibility). In my opinion, some scripts were even better than their videos, really. They are in Portuguese and I will post their links here as soon as they are uploaded on Youtube, but if you are interested, try to find audio described videos on Youtube the language of your choice and give a try.

I audio described part of a Chaplin movie. Live. I was a bit worried because I thought people would not understand my voice, but it did not happen, I guess.

I was not nervous from my hips up, but my legs shaken as hell and I could not stop it no matter how hard I tried, no kidding. I was holding my laptop open on my arms to read out loud the subtitles. With the legs shaking, the subtitles became a little blurry since my laptop was on motion as well and I thought I was gonna fall on the floor anytime. At the same time, people were laughing all over, I had to control myself not to laugh with them and stop describing. It was a success at the end, I suppose. It was so rewarding to listen all the laughs and the recognition afterwards. I hope my classmates got the same positive feeling!

Thanks a lot, Mil Palavras, for this huge opportunity.

——–

Eu gosto muito de jogar futebol e tava acostumado a jogar todo sábado de manhã que podia. Achava que nada mudaria esse fato, já que minha paixão pelo futebol dificilmente seria superada. O turno da manhã de sábado estaria permanentemente ocupado, pensei.

Mas tem algo que eu amo ainda mais que futebol. Chama-se acessibilidade. Sabem o que é isso?

No meu próprio conceito, acessibilidade é qualquer coisa que possa ser usada para ajudar pessoas a aproveitar a vida ao máximo. Infelizmente, algumas pessoas não conseguem aproveitar algo porque não está acessível a elas. Cinema, por exemplo. Praticamente todos gostam de ir ao cinema porque é diversão garantida, mas alguns grupos não vão com tanta frequência. 1ª pergunta – que grupos são esses? e 2ª – por que não comparecem tanto?

Resposta 1 – alguns dos grupos: surdos/deficientes auditivos, pessoas cegas/com baixa visão/com deficiência visual e com mobilidade reduzida/cadeirantes/com deficiência física.

Resposta 2 – surdos/deficientes auditivos – porque alguns filmes não passam legendas/janelas com intérpretes, especialmente animações e filmes nacionais. “Tá, e daí?” é um dos pensamentos recorrentes. Bem, há quem OUÇA os filmes e é daí que seu entendimento da trama. Os surdos em geral não tem essa habilidade, então dependem das legendas para receber essa informação.

Cegos/pessoas com baixa visão – diferente da categoria acima, eles reúnem informações pela audição, mas não conseguem assistir o filme, então também perdem bastantes detalhes importantes. Para isso, há um recurso chamado de audiodescrição, no qual o narrador fala “durante a apresentação, descrevendo o que tá acontecendo na tela durante as pausas natural do áudio, e às vezes durante o diálogo se considerado necessário” (emprestado do Wikipedia).

As pessoas com mobilidade reduzida podem ir ao cinema e desfrutar dos dois tipos de informação, mas não tem um bom lugar para sentar já que até chegar em um bom lugar tem vários degraus. Tem pessoas que perguntam se eles gostariam de sentar num lugar mais favorável, mas coloque-se no lugar deles. Tenho certeza que você gostaria de ir a qualquer lugar por conta própria se pudesse – e isso é possível com uma rampa levemente inclinada.

Bem, então surgiu uma oportunidade de um curso sobre audiodescrição, oferecido pela empresa Mil Palavras (http://www.milpalavras.net.br/). Ia acontecer durante os sábados pela manhã por alguns meses. Decidi frequentar as aulas e recém me formei nesse sábado passado.

Resumindo, quero dizer que me diverti bastante. Conheci algumas das melhores pessoas do mundo. Éramos umas 10 pessoas (3 cegos, 1 surdo, 1 com mobilidade reduzida, 1 com o pé torcido (não por muito tempo!) e 5 pessoas ditas “normais”, embora ninguém seja realmente normal :P) e aprendemos muito sobre o que as pessoas com necessidades especiais precisam.

Apresentamos alguns vídeos selecionados e descritos por nós. Apesar de ser surdo, consegui ouvir parte das narrações e tive roteiros para poder acompanhar (obrigado colegas e acessibilidade). Na minha opinião, alguns roteiros tavam melhores que os próprios vídeos, de verdade. Foram gravados em português e vou postar os links aqui assim que forem carregados no Youtube. UPDATED: segue o link > http://www.milpalavras.net.br/mostra-de-encerramento-do-curso-de-audiodescr

Eu narrei parte de um filme do Chaplin. Ao vivo. Eu tava um pouco preocupado porque achei que não iam entender minha voz, mas isso não aconteceu, eu acho.

Eu não tava nervoso da cintura pra cima, mas minhas pernas eram tremedeira pura e eu não conseguia parar por mais que tentasse, sem brincadeira. Eu tava segurando nos braços meu laptop aberto para poder ler as legendas em voz alta. Com as pernas chacoalhando (e o laptop também, por tabela), as legendas perderam um pouco de nitidez e achei que eu ia despencar no chão a qualquer momento. Ao mesmo tempo, as pessoas riam alto na sala, tive que me controlar pra não rir junto e parar de descrever. No fim, foi um sucesso. Foi tão gratificante ouvir as risadas e o reconhecimento que veio depois da apresentação. Espero que meus colegas tenham sentido algo igualmente positivo!

Muito obrigado, Mil Palavras, por essa valiosa oportunidade!

Em tempo: quem quiser assistir a um filme nacional com audiodescrição e também legendas em Porto Alegre, vai ter uma sessão especial do filme Menos Que Nada no dia 2 de agosto no Cinema Santander Cultural às 19h. Dá pra comprar ingresso antecipado aqui > http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=22028

Terá debate com o diretor e com a audiodescritora Letícia Schwartz após o filme. Vale a pena comparecer!

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