Hoje de manhã (2ª-feira, 4/6) teve a Audiência Pública das Escolas Bilíngues para Surdos no RS na Assembleia Legislativa. Os surdos da banca falaram em LIBRAS e os ouvintes, em alto e bom português. As intérpretes tornaram o evento acessível para todos, muito obrigado!

Uma breve contextualização para os que não estão a par. Existem diferentes tipos de surdos, com diferentes tipos de perda auditiva e que se valem de diferentes formas de comunicação. Esse que vos escreve, por exemplo, é surdo oralizado e implantado, utiliza a leitura labial, fala e audição proporcionada pelo implante coclear para se comunicar. LIBRAS é outra forma de comunicação que estou tentando aprender, usada principalmente mas não exclusivamente pelos surdos sinalizadores e bilíngues. A audiência ocorreu em prol dos 2 últimos grupos, apoiados por simpatizantes (intérpretes, pais de surdos, políticos etc).

O que constitui uma escola bilíngue, a proposta defendida na Assembleia? É a luta pelo direito ao ensino nas escolas com LIBRAS como língua 1 (L1) e português escrito como L2.

Quem pode estudar na escola? Até onde eu sabia, somente surdos e através de sinais. Hoje me disseram que ouvintes que dominam a língua de sinais também poderiam se matricular na escola, caso haja interesse. Para autistas e outros distúrbios de aprendizado que tenham mais facilidade com sinais e não oralização, talvez seja interessante essa abertura.

Porém, a proposta de escola bilíngue vai contra as metas de inclusão do MEC, que defende a permanência destes alunos em escola regular com acesso ao conteúdo didático através de intérpretes que sinalizam/oralizam o que é passado ao aluno e podem copiar a matéria dada em aula. Além de intérpretes, há o atendimento escolar especializado (AEE) em turno inverso, para estimular o conhecimento adquirido no 1º turno em português e/ou LIBRAS, dependendo do caso.

Grande parte da sociedade vê a escola bilíngue com maus olhos por isolar o surdo do resto da comunidade, enquanto a comunidade surda em geral não quer a inclusão porque LIBRAS fica relegada à 2ª língua e não há o contato com os pares surdos na escola inclusiva.

Na escola bilíngue sim, existe esse contato e o uso de LIBRAS como L1. O desenvolvimento linguístico se desenvolve rapidamente no ambiente escolar.

Eu sou a favor da escola inclusiva – não gosto do termo “inclusiva”, mas da proposta sim. Acho que o contato entre pessoas de diferentes origens, cores e credos é enriquecedor para todos, todos ganham com isso. E quanto à comunicação, neste caso? Bom, para tudo existe uma solução. O surdo pode aprender a oralizar e fazer leitura labial (sim, sei bem que exige muito esforço e trabalho, assim como muita coisa na vida), os colegas podem aprender LIBRAS, a comunicação pode ser mista, pode-se usar papel/celular para ajudar, infinitas possibilidades. Eu passei por uma escola regular, vivi minhas dificuldades e desgostos, assim como alegrias, igual a muitos outros, independente do histórico, e tô aqui. Se tivesse a opção de mudar algo, não o faria.

O fato de eu ser a favor de escolas inclusivas quer dizer que sou contra as escolas bilíngues? Não, eu era a favor até agora. Sei que para muitos essa luta é importante e necessária. Apenas digo que esta não é minha opção favorita, mas respeito e apoio os que a defendem. Só espero o mesmo respeito em troca.

Na exposição de ideias dos membros da mesa, senti que me faltaram com o respeito não somente a mim, mas com muitos surdos oralizados e implantados. Essa falta de respeito me deixou com o pé atrás. Algumas das frases proferidas foram:

“O implante coclear (IC) joga a LIBRAS no lixo”. Não somos todos farinhas do mesmo saco, há diversidade na surdez. Há quem use as duas formas de comunicação e circule bem nos dois lados. É errado querer isso?

“Tudo bem que um surdo seja implantado, contanto que saiba LIBRAS”. E os surdos que não sabem ou não querem aprender LIBRAS, sejam implantados, protetizados ou não usem nada, não tá tudo bem com eles?

“Todos sabem que o IC acumula diversos casos de insucesso”. Cadê a fonte? Por que não deu certo? E os diversos casos de sucesso, não vale a pena mencionar? Se é pra contar uma história, não conte pela metade.

“Respeito é via de mão dupla e não se impõe respeito desrespeitando outras maneiras de se lidar com uma mesma condição.” – LL

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Deafness – differences and goals / Surdez – diferenças e objetivos

After I got graduated, the time I used to spend with study disappeared. I had to fill it again with other kinds of activities and I picked Brazilian Sign Language (also known as LIBRAS) to keep me a little busy.

The first class happened in the 2nd semester of 2010 and I kept studying in the 2nd semester of 2011. I haven’t adquired the sign fluency I wanted, but I can already understand some situations due to its context and also because of lip-reading, since I have met a lot of signing deafs that articulate the words with no sound, just moving their lips.

At the same time, I became part of a Facebook group of oralized deafs. Both groups – oralized and signing – are currently putting efforts so that the world can become more accessible to them mostly through special education and interpreters (signing deafs) and subtitles and real-time chats/e-mails rather than telephone calls (oralized and bilinguals – fluent in signing and written Portuguese – too). I really hope both groups achieve what they want. Accessibility is not only a right, but a must.

Unfortunately (in my opinion at least), the groups are not working together to achieve their goals. I understand that what each group wants is different and there is no need to make an alliance – which could make the fight easier, since the number of participants would increase and the communication with the so-called hearing world would be facilitated as well. As I see it, the reason that this union does not happen is because of prejudice in both sides.

Some arguments I have seen so far, from signing deafs: 1- “signing is the natural language of the deaf, there is no need for us to speak”; 2 – “Cochlear Implant (CI)*  turn us into robots”; 3 – “Poor baby”, just because he has got a CI; “G’d made us deaf, so why try to be hearing?”.

My own answers: 1 – I am not telling anything about it being a natural language or not, this is not the point. There is no need to speak, although it is really helpful in a world where most people are hearing. 2 – we are not robots. Maybe cyborgs, as a friend of mine like to say. Kidding aside, the CI, for me, is like a pacemaker, an artificial leg, arm or any kind of technology that has the purpose to aid the individual to live a life as normal as possible. 3 – don’t worry, the baby is fine. I would say, poor you. Don’t judge someone just because of a device. 4 – it’s great to know you are comfortable being deaf, but some people would like to try to hear. The same G’d that made us deaf is also giving us the opportunity to listen.

From oralized deafs: 1 – “most of them (signing deafs) don’t understand Portuguese well and isolate themselves in a ghetto, nourishing hatred for hearing people. Why should I join them?”; 2 -“most of the world is hearing and communicate through sounds, why should I learn how to sign?”.

1 – you just said it. Most of them doesn’t mean that all of them are like that. Don’t make it general. I was lucky to met some really nice people among them. Joining those ones is worthy. Avoid/ignore the bad guys. If you are patient enough, you can show your arguments, but get ready to listen things you will not like. Bad guys are everywhere, being deaf or hearing means nothing about it. 2 – Pretty simple. You don’t have to.

* = CI is supposed to be the best device to have a performance as closer as possible than a hearing person. I am not sure of the selection criteria right now. The results vary from person to person. Usually the younger the person – because of the flexibility of brain connections -, better the result. Also, hearing memory and the time spent with no hearing at all is also taken into account. If the individual was hearing before becoming deaf, it is most likely to show a better result; if the individual was born deaf, it probably will have to work harder. It’s not like a math formula though, it’s more complex than that. So, the worst result I have seen is that it didn’t work and the best one is that the individual listen even better than a hearing person.

My point is, to dislike and disagree with something is acceptable, you have got free will to do so. But give a try to see from the other perspective. Even if you don’t like what you see, you have to accept and respect the differences. They are claiming what they believe to be right for them – so are you. As long as it doesn’t harm you, why would you interfere? Their happiness doesn’t mean your sadness.

Nevertheless, I still hope a better time is yet to come, where both groups become one. It’s my dream.

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Depois que me formei, o tempo que eu gastava estudando ficou livre. Eu tive que preenchê-lo de novo com outras atividades e escolhi Língua Brasileira de Sinais (também conhecida como LIBRAS) para me manter um pouco ocupado.

As primeiras aulas aconteceram no 2º semestre de 2010 e continuei estudando no 2º semestre de 2011. Não adquiri a fluência de sinais que gostaria, mas já consigo entender algumas situações por causa do contexto e também da leitura labial, já que conheci muitos surdos sinalizantes/bilíngues que articulam as palavras sem pronunciar nenhum som, só mexem os lábios.

Ao mesmo tempo, tornei-me parte de um grupo de surdos oralizados no Facebook. Os dois grupos – oralizados e sinalizantes – estão recentemente lutando para que o mundo se torne mais acessível para eles, principalmente através de educação especial e intérpretes (para os sinalizados) e legendas e conversa por chat/e-mail ao invés de chamadas telefônicas (para os oralizados e bilíngues – fluentes em sinais e português escrito). Eu realmente espero que os dois grupos consigam o que almejam. Acessibilidade não é só um direito, é um dever.

Infelizmente (na minha opinião pelo menos), os grupos não estão trabalhando juntos para alcançar seus objetivos. Entendo que cada grupo deseja uma coisa diferente e não há necessidade de união – que poderia tornar a luta mais fácil, com o aumento de participantes e também com a comunicação facilitada com o dito mundo ouvinte. Do jeito que vejo, o motivo para essa união não acontecer é por causa do preconceito nos dois lados.

Alguns argumentos que vi até agora, dos surdos sinalizantes: 1 – “a língua de sinais é a língua natural do surdo, não há necessidade de falarmos”; 2 – “o implante coclear (IC)* nos transforma em robôs”; 3 – “coitado do bebê”, só porque ele usa IC; 4 – “D’us nos fez surdos, então por que tentar ouvir?”.

Minhas próprias respostas: 1 – não vou dizer nada sobre ser a língua natural ou não, não vem ao caso. Não há a necessidade de falar, embora falar seja bem útil em um mundo majoritariamente ouvinte. 2 – não somos robôs. Talvez ciborgues, como uma amiga gosta de dizer. Brincadeiras a parte, o IC, para mim, é como um marcapasso, uma perna ou braço artificial ou qualquer tipo de tecnologia que tenha como propósito ajudar o indivíduo a levar uma vida o mais normal possível. 3 – não se preocupe, o bebê está bem. Eu diria, o coitado é você. Não julgue alguém só por causa de um dispositivo. 4 – é ótimo saber que você está confortável sendo surdo, mas algumas pessoas gostariam de tentar ouvir. O mesmo D’us que nos fez surdos está nos dando a oportunidade de ouvir.

De surdos oralizados: 1 – “a maioria deles (sinalizantes) não entende português direito e se isolam em um gueto, nutrindo ódio pelos ouvintes. Por que eu deveria me unir a eles?”; 2 – “a maioria do mundo é ouvinte e se comunica por sons, por que eu deveria aprender a sinalizar?”.

1 – a resposta está no enunciado. “A maioria deles” não quer dizer que todos sejam assim. Não generalize. Tive sorte de conhecer ótimas pessoas entre eles. Unir-se a esses vale a pena. Ignore as pessoas preconceituosas. Se tiver paciência, mostre seus argumentos, mas esteja preparado para ouvir coisas que pode não gostar de volta. As pessoas preconceituosas estão por toda parte, ser surdo ou ouvinte não tem nada a ver com isso. 2 – bem simples. Não precisa aprender.

* = o IC é em princípio o melhor dispositivo para obter uma performance auditiva a mais próxima possível de uma pessoa ouvinte. Não estou familiarizado com o critério de seleção de quem pode fazer a cirurgia agora. Os resultados variam de pessoa para pessoa. Geralmente quanto mais jovem a pessoa – por causa da flexibilidade das conexões do cérebro -, melhor o resultado. A memória auditiva e o tempo sem ouvir também são levados em consideração. Se o indivíduo ouvia antes de ficar surdo, é provável que obtenha um melhor resultado que quem nunca ouviu; se o indivíduo nasceu surdo, vai ter mais trabalho. Não é uma ciência exata, é mais complicado que isso. Enfim, o pior resultado que já vi é o IC não ter funcionado e o melhor é que o indivíduo ouve melhor que ouvinte.

O fato é que não gostar e discordar de algo é aceitável, existe livre arbítrio para isso. Mas tente enxergar por uma outra perspectiva. Mesmo que não goste do que vê, precisa aceitar e respeitar as diferenças. Estão reclamando pelo que acreditam ser certo para eles – assim como você. Enquanto isso não afetar você negativamente, para que interferir? A felicidade deles não implica na sua tristeza.

Ainda assim, espero que tempos melhores venham, em que os grupos se tornem uno. É meu sonho.

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2012

Hello everyone. Hope you’re doing fine. I am, thanks.

It has been quite a long time that I haven’t posted anything in here, so it calls for some updates. Let me see from where I should start.

Heh, last post dates from July, when I was still in Israel. My mind still is, it’d like to come back someday. After that, I traveled for 5 days to Istanbul, Turkey, for 5 days, to meet my dad, his girlfriend and some trainees of hers. It was good to feel the change of atmosphere and gave me an extra energy for the last week of the Israeli program. I’d totally recommend it, even now, half a year later, I miss it.

I traveled to Germany and France for 2 weeks before coming back to Brazil. I have visited so different backgrounds in these places. In Germany, I stayed in a rural city next to the border with Poland called Fahrenwalde, where a friend of mine from a previous internship program was living with her boyfriend’s family. As I faced a language barrier issue due to my lack of German knowledge, the communication was a little bit difficult, but everyone made everything they could to make my stay the best possible. Many thanks to you. In my stay, I learned their routine as a family of farmers, how they dealt with the canola production and what would come next.

In France, I stayed in Paris at the house of a wonderful couple whose kids were away on vacation. I walked alone on the French streets, sightseeing. I visited a lot of places, I’d say the Eiffel Tower was my favorite place because of the view you have from the top of it and also the information you can find in the boards over there. It was easy to be understood and to communicate around, I even made some friends just by talking to some other tourist in the streets, a Chinese girl and a couple of Deaf Russians.

And after those 2 weeks I came back to Brazil. Home sweet home. I was welcomed by my mother and my father in the airport. From her, I got a 2-minute rib breaking hug, because you know, 6 months away is a long time. From him, I got a “long time no see” (clearly a joke, we had met in Turkey 3 weeks before). Then the entire family – grandparents, uncles, aunts, cousins – went to a trip together, to celebrate my grandpa’s 80s. I love to have all of them around.

So, as for the rest of the year, I tried to find some stuff to fill my time, so I decided to continue my learning in Brazilian Sign Language – maybe someday, if everything goes smoothly, I can add Spanish, Hebrew and LIBRAS in this blog. It’s my dream, to be a polyglot. I didn’t find anything related to Organics to work with, but I haven’t deepen my search either. If you know where to look for it, let me know, thanks a lot.

Meanwhile, thanks to my lil sis, I have applied for a job as a subtitle translator for TV series and got accepted, yay. I get a script in English, another one with spotting (with every subtitle broken in 2 lines to guide me) and a video, so that I translate it to Portuguese. To listen the video is not necessary, but it helps. I am enjoying it a lot – I even got a compliment from a proofreader, few things are better than have your own job recognized – and it keeps me busy. So far, so good.

And now I am going to start a new course called Digital Gaming. I do like videogames, I do like computers (when it comes to playing, no idea about programing though), I guess I have some sort of creativity, so I’m willing to give a try. Wish me luck.

More updates later!

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Olá a todos. Espero que estejam bem! Eu tô, obrigado.

Faz um bom tempo que não posto nada aqui, tá na hora de atualizar. Deixem-me ver de onde devo começar.

O último post foi em julho, quando ainda tava em Israel. Minha cabeça ainda tá por lá, gostaria de voltar um dia. Depois desse post, viajei para Istambul, Turquia, por 5 dias, e encontrei meu pai, a namorada dele e algumas estagiárias dela. Foi bom mudar de ares e me deu uma energia extra para a última semana em Israel. Recomendo muito o programa, mesmo agora, meio ano depois, morro de saudades de lá.

Viajei para a Alemanha e França por 2 semanas antes de voltar ao Brasil. Visitei ambientes muito diferentes nesses lugares. Na Alemanha, fiquei em uma cidade rural perto da fronteira com a Polônia chamada Fahrenwalde, onde uma amiga minha de um intercâmbio estava morando com o namorado e a família dele. Enfrentei uma barreira linguística por não dominar o alemão, a comunicação foi um pouco difícil, mas todos fizeram tudo que podiam para tornar minha estadia a melhor possível. Muitíssimo obrigado. Durante o tempo que fiquei lá, aprendi a rotina deles como família de fazendeiros, como lidavam com a produção de canola e o que viria depois.

Na França, fiquei em Paris, na casa de um casal maravilhoso cujos filhos estavam fora, de férias. Passeei sozinho nas ruas francesas, visitando os lugares turísticos. Eu diria que meu lugar favorito foi a Torre Eiffel por causa da vista lá de cima e também pelas informações que as placas da torre mostram. Foi fácil de me comunicar e de ser entendido, até fiz alguns amigos turistas só por conversar nas ruas, uma guria chinesa e um casal de Surdos russos.

E após essas 2 semanas eu voltei ao Brasil. Lar doce lar. Fui recebido pela minha mãe e meu pai no aeroporto. Recebi um abraço quebra-costelas de 2 minutos dela, porque 6 meses longe é muito tempo. Dele eu recebi um “há quanto tempo” (claramente uma brincadeira, a gente tinha se encontrado na Turquia 3 semanas antes). Em seguida a família inteira – avós, tios, tias, primos – fez uma viagem junta, para comemorar os 80 anos do meu avô. Amo estar com todos eles.

No resto do ano, tentei encontrar algumas coisas para preencher meu tempo, então decidi continuar aprendendo LIBRAS – talvez um dia, se tudo der certo, eu consiga colocar tudo em espanhol, hebraico e LIBRAS no blog. É meu sonho, ser poliglota. Não achei nada de trabalho com orgânico, mas não procurei muito a fundo também. Se souberem onde procurar, avisem, por favor e obrigado.

Enquanto isso, graças a minha irmãzinha, eu me candidatei a um serviço de tradutor de legenda de seriados e fui aceito. Eu recebo um script em inglês, outro em espanhol com spotting (com cada legenda quebrada em 2 linhas para me guiar) e um vídeo, aí traduzo para o português. Não é necessário ouvir o vídeo, mas ajuda. Tô gostando muito –até tive meu trabalho elogiado por uma revisora, poucas coisas são melhores que ter seu trabalho reconhecido –e me mantém ocupado. Até agora tá ótimo.

E agora vou começar um novo curso chamado de Jogos Digitais. Eu realmente gosto de videogames e computadores (para jogar nele, não sei o que é programação ainda). Acho que tenho um pouquinho de criatividade, então vou tentar o curso. Desejem-me sorte.

Depois atualizo mais!

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Hiking / Trilha

After June 22nd, we had our final official trip with other Oranim groups, Eilat was our destination for three days.

The Ramla, Ashdod, Kfar Masaryk and Tel Aviv groups had the opportunity to hike in the desert of Machtesh, in the middle of the country, and in Eilat, the south border of Israel. For some reason, I think the staff of Oranim wanted us to suffer (joke), since it happened in the summer, with temperatures reaching 40oC or 104 F.

Actually, for me at least, it wasn’t that hot. The temperature was high, but the umidity, the moisture in the air was low, so we didn’t sweat and feel suffocated.

The terrain was wow. We were always stepping in a brown, hard soil filled with rubbles, changing from flat to abrupt surface. Only three kind of bushes were present, the ones adapted to drought; ocasionally, very rarely we could find a tree, with really thin leaves to avoid water loss.

It was a clear contrast to the other hiking path we have been through in April, the Golan Heights. First of all, it wasn’t summer when we went there, so it wasn’t so hot. Moreover, the landscape was fully covered by trees, rivers and big rocks, unlike the desert. The Golan Height trail was more appealing, although having an experience in the desert is worthy. I wouldn’t go for it again in the summer, though.

There’s more. We went in a group of 5 to Ein Gedi and Masada for camping and hiking purposes. Both places had a similar landscape, they were mountains with wonderful views. HIGH umidity, holy shit. Ein Gedi has some water sources, so we swam on it and felt better. Masada didn’t have any water source nearby, we were pouring sweat, I could swear we couldn’t do it to the top! And we went really early there in order to see the sun rise, around 4am! Most of us (or maybe only me) couldn’t breathe properly at the top, but I enjoyed it a lot. The sun rise was amazing and so was the smile in everyone’s face, we made it.

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Depois do dia 22 de junho, tivemos nossa última viagem oficial com outros grupos do Oranim, Eilat foi o nosso destino por 3 dias.

Os grupos de Ramla, Ashdod, Kfar Masaryk e Tel Aviv tiveram a oportunidade de fazer trilha no deserto de Machtesh, situado na metade do país, e em Eilat, no limite sul de Israel. Imagino que por algum motivo desconhecido, a equipe do Oranim quis que a gente sofresse (brinks), já que a temperatura desses lugares no verão chegou a 40oC!

Eu não achei tão quente assim, porque a umidade tava baixa, então não ficamos suando o tempo todo e nem se sentindo asfixiado pelo bafo.

O terreno desértico era uma visão. Estávamos sempre pisando em chão firme, marrom, cheio de pedregulhos, variando de plano a ondulado. Apenas 3 tipos de vegetação estavam presentes, aqueles adaptados à seca; muito raramente encontrávamos uma árvore, com folhas finas para evitar perda d’água.

Foi um contraste em relação às outras trilhas que percorremos em abril, as colinas do Golan. Primeiro porque quando fomos lá não era verão, então não tava tão quente. Além disso, o cenário era repleto de árvores, rios e pedras grandes, diferente do deserto. A trilha da colina do Golan era mais atraente, mas vale a pena ter uma experiência no deserto. Mas posso afirmar que não iria novamente no verão hehe.

Tem mais. Fomos em um grupo de 5 para Ein Gedi e Masada para um acampamento e trilhas. Os dois lugares eram parecidos, montanhosos com lindas vistas. Mas a umidade, deusolivre, muito alta! Em Ein Gedi tinha algumas cachoeiras, então pudemos nos refrescar nelas, deu pra sentir uma baita diferença. Já em Masada, não tinha nenhuma fonte d’água por perto, a gente tava derretendo de tanto suor, podia jurar que não iríamos chegar ao topo! E fomos beeem cedo pra poder ver o nascer do sol, era umas 4 da manhã! A maioria de nós (ou talvez só eu) não conseguia respirar direito no topo, mas foi bem prazeroso. O nascer do sol foi magnífico e o sorriso estampado na cara do grupo também. Conseguimos!

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June, 2nd part, part one – Pancakes at the pool; Junho, 2a parte – panquecas na piscina

On June 22nd, we had an Enrichment Activity out of the moadon (a gathering place), it happened at the swimming pool to celebrate its opening, because it’s finally summer! At the beginning, around 3pm, Mari and I were in charge of organizing the place with tables, chairs and covers for about 96 people. Then the others arrived and we started cooking pancakes and serve them with ice cream balls. It was really fun. Rachel, our expert cook, kept cooking pancakes all the time alone.

First I tried to help her and just a minute after I got kicked from my position from Max because cooking pancakes in that weird grill was a fast paced job and required some communication. To do things fast and to communicate at the same time… ze lo bishvili (that’s not for me, in Hebrew). Max replaced me and got kicked by Rachel 5 minutes after, he kept messing everything up haha. Rachel did a good job despite the fact that she worked alone =)

The other positions were to serve the pancakes, to get the customer’s tickets, to serve the ice cream, to refill the pancakes since the grill and the serving table were far away from each other, and to keep bringing water to Rachel because it was too hot in the grill.

Due to the fact that my Hebrew is not so bad, I was supposed to get the tickets and then people could get the pancakes. Yeah, “supposed”, because the person by my side, Raphi, kept giving the pancakes even before I got the tickets. And the kibbutnikim went straight to her, exchanging their tickets for the pancakes and even some kibbutznikim might have thought it was for free and just got the pancakes. Good thing it wasn’t really serious, if it was a business we would have been in trouble lol.

And after a while the ice cream started to melt and people stopped eating pancakes, there were just leftovers. “Who wants ice cream soup?”, Gaby asked. The people closer to me know that I wouldn’t and I didn’t let go this opportunity to eat ice cream for free! I took a pancake and filled it with ice cream, delicious!

I guess we started this activity at 3pm and finished at 7:30pm or something like that, not sure. We had to work normally in the morning and also at this period, so some of us didn’t want to do it at the beginning, but it sounded that everyone had fun!

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No dia 22 de junho, tivemos uma atividade de enriquecimento fora do moadon (lugar de encontro de sempre), foi na piscina dessa vez. O propósito era de comemorar a abertura da piscina, pois começou o verão! No começo, umas 15h, a Mari e eu organizamos o lugar com mesas, cadeiras e toalhas para 96 pessoas. Quando os outros chegaram a gente começou a fazer panquecas e serví-las com sorvete, foi bem divertido. A Rachel, nossa cozinheira experiente, ficou fazendo panquecas o tempo todo.

Eu tentei ajudá-la no começo, mas fui expulso pelo Max porque pra cozinhar as panquecas naquela grelha esquisita tinha que tem jogo rápido de cintura e precisava de alguma comunicação. Fazer as coisas ligeiro e conversar ao mesmo tempo, ze lo bishvili (não é comigo, em hebraico). O Max me substituiu e foi dispensado pela Rachel 5 minutos depois, ele tava bagunçando tudo haha. A Rachel fez um bom trabalho mesmo sozinha =)

Os outros servicinhos eram pra servir panquecas, pegar os cupons dos clientes, servir sorvete, repor as panquecas já que a grelha e a mesa onde estávamos servindo eram longe uma da outra, e alcançar água pra Rachel já que tava um inferno perto da grelha.

Já que meu hebraico não é tão ruim, colocaram-me de receptor de cupons, mas até assim deu rolo hehe. A pessoa que tava logo depois de mim, Raphi, ficou encarregada de servir as panquecas e tava distribuindo antes mesmo de eu autorizar e dizer as quantidades. Pra deixar tudo uma bagunça ainda maior, os kibbutznikim iam direto nela e trocavam as panquecas pelos cupons e pior ainda, acho que alguns kibbutznikim nem sabiam que tinha que pagar pelas panquecas, simplesmente pegaram na maior inocência e se mandaram. Ainda bem que não era nada rígido, se fosse nosso negócio ou ganha-pão a gente estaria tão ferrado!

Pouco depois o sorvete começou a derreter e o pessoal parou de comer panquecas, ficaram só restos. “Quem quer sopa de sorvete?”, a Gaby perguntou. O pessoal que me conhece sabe que eu não iria e não perdi a oportunidade de comer sorvete de graça! Peguei uma das panquecas e recheei com sorvete, delícia!

Acho que a atividade começou umas 15h e foi até 19:30, não tenho certeza. Tivemos que trabalhar normalmente de manhã e também nesse período, então alguns de nós fizeram biquinho no começo, mas parece que todos se divertiram!

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Junho, parte 1 / June, 1st part

After the Enrichment activity of the last post, the Oranim groups met once again on June 2nd, for a trip around Haifa and its surroundings.

We first visited Caesarea, a city that King Herod named after Julius Caesar, his patron. It is a very ancient place – dates from 6 CE – and used to be a very active city for the Romans in the period they were stablished in Israel. The town kept its important status until the muslims conquered the land and since then it became the ruins we could see that day.

After Caesarea, we went to Zichron Yaakov, more specifically in the Ramav Hanadiv Memorial Gardens (Rothschild’s Garden), dedicated to the Rothschild family, great helpers of the area. I checked the websites, very interesting and beautiful, they keep rotating the plants so that the garden is always blossoming.

And the last place of the day was Daliyat Al Carmel, a Druze village. We stopped for lunch, I finally ate Ful, a typical Israeli food. Not only it seemed to be but it was only beans to be eaten with pitot. It is not as good as rice with beans, but as I missed eating black beans, it worked.

On June 5th and 6th, it was Shavuot. We celebrated it in the kibbutz and we watched the kibbutznikim’s dances, music, horses’ and agriculture machines’ exhibition.

On June 10th (Friday, weekend), some people from the group decided to go to Nazareth, known mostly as the place where Jesus was born. We visited the church Custodia di Terra Santa in Mount Tavor, the Basilic of Annunciation and a mill in Nazareth.

On June 14th Stefanie left the program. She had a doctor appointment that has to be done in the US and it couldn’t be helped. We miss her.

On June 15th, there was a different Enrichment activity, the subject of it was Israeli food. Rachel was the chef and distributed tasks among us. The result of it was Israeli salad, falafel, humus, tehina, pita, lemonade with mint, fruit salad and punch (watermelon juice + a lot of vodka). It was by far the tastiest activity and also the one that lasted longer (3h between preparation, the meal and lots of talk).

And regarding work, I have changed it again and again. Tamir (my boss from the organic farm) had a leg issue that prevented him from working for 3 weeks, so that I came back to the garden job I used to have. Then Max (my roommate) also changed his job, he left the fish ponds and joined the already numerous group in the kitchen, leaving an opening in the fish ponds that was filled by me. I am supposed to be a fisherman now, I guess.

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Depois da atividade de enriquecimento da publicação passada, os grupos do Oranim se encontraram de novo no dia 2 de junho para uma viagem em Haifa e seus arredores.

Primeiro visitamos Caesarea, cidade cujo nome é uma homenagem do rei Heródes a Júlio César, seu patrono. É um lugar muito antigo – data de 6 EC – e era muito agitado pelos romanos no período que eles estavam estabelecidos em Israel. A cidade se manteve importante até a conquista da área pela mãos dos muçulmanos. Desde então, o local se encontra em ruínas.

Depois de Caesarea, fomos à Zichron Yaakov, mais especificamente no Ramav Hanadiv Memorial Gardens (jardim de Rothschild), dedicado à família Rothschild, benfeitores da localidade. Conferi uns sites, bem interessante e bonito isso, a manutenção do jardim através da rotação de plantas, assim tá sempre florido.

E por último fomos a uma vila druza, Daliyat Al Carmel. Fizemos uma parada para almoço e eu finalmente comi Ful, um prato típico israelense. Ful não apenas parece como é feijão com salsinha e pita. Não é tão bom como arroz e feijão (os israelenses não sabem o que tão perdendo), mas como eu tava com saudades de feijão, quebrou o galho.

No dia 5 e 6 de junho foi Shavuot. Comemoramos no kibbutz e vimos as danças dos kibbutznikim, música, apresentações de equitação e máquinas agrícolas.

No dia 10 de junho (6a-feira, final de semana), algumas pessoas do grupo decidiram ir pra Nazaré, popularmente conhecido como o lugar onde Jesus nasceu. Visitamos a igreja Custodia di Terra Santa no Monte Tavor e a Basílica da Anunciação e um moinho em Nazaré.

No dia 14 de junho a Stefanie teve que sair do programa. Ela tinha uma consulta médica que tinha que ser feita nos EUA e não tinha outra alternativa. Sentimos saudades dela.

No dia 15 de junho, teve uma atividade de enriquecimento diferente, o tópico era comida israelense. A Rachel ficou de chef e distribuiu as tarefas. O resultado do esforço coletivo foi salada israelense, falafel, humus, tehina, pita, limonada com menta, salada de frutas e ponche. Foi de longe a atividade mais saborosa e também a que durou mais (3h entre a preparação, a refeição e a conversação).

E sobre trabalho, mudei de serviço duas vezes. O Tamir (meu chefe na fazenda orgânica) teve um problema na perna que o impediu de trabalhar por três semanas, então voltei ao trabalho anterior de jardinagem no kibbutz. Todavia, o meu companheiro de quarto Max também mudou de trabalho, ele saiu das piscinas de peixe pra se juntar ao já numeroso grupo de voluntários na cozinha, deixando uma vaga em aberto no setor de pescado, preenchido por mim. Sou supostamente um pescador agora.

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Today’s enrichment activity: questions / Atividade de enriquecimento de hoje: questionamentos

Hoje a atividade foi bem diferente, foi uma discussão sobre tópicos israelenses. Lemos 7 perguntas e debatemos 2 delas rapidamente. As questões foram:

1) Parada do Orgulho Gay em Jerusalém. Há alguma justificativa para fazer uma parada tão polêmica em uma cidade cuja maioria dos habitantes – judeus, árabes e religiosos – são contra? A democracia e a liberdade de expressão são os fatores mais importantes em um assunto assim?

2) O que nos torna judeus?

3) Jerusalém: capital do Estado judeu ou a cidade internacional de todas as religiões monoteístas?

4) você é um soldado em um ponto de inspeção e tem a informação que um grupo terrorista vai tentar entrar em Israel usando ambulâncias. Uma ambulância acaba de passar no ponto de inspeção e dentro da ambulância tem uma mulher grávida prestes a dar a luz e precisa ir imediatamente ao hospital. O que você faria? Se você verificar a ambulância, estará colocando a mulher e o bebê em perigo. Se você deixá-los entrar, você pode estar liberando uma ambulância cheia de explosivos.

5) Sobre Israel…
a) foi feito para todos os seus habitantes
b) a solução é a criação de 2 Estados
c) manter  a situação como está
* é necessário dar explicação completa para cada alternativa. Qual o futuro do país, dependendo da sua escolha?

6) Os cidadãos israelenses deveriam ter direitos iguais, sejam árabes ou judeus? Qual você acha que é a realidade? Se não existem direitos iguais, qual você acha que é a causa? O que poderia ser feito para os dois lados?

7) Gilad Shalit está no cativeiro do Hamas a mais de 1800 dias. De acordo com a ideologia do IDF (Israeli Defense Forces), você nunca deixa um soldado para trás. O preço que o Hamas pede pela libertação é centenas de terroristas, alguns deles com “sangue em suas mãos”. Se você tivesse que fazer essa decisão, qual seria e por quê?

Debatemos a questão 4 e 6. Ainda assim, a maioria das perguntas fazem a gente refletir.

Qual sua opinião sobre as perguntas citadas?

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Today’s enrichment activity was different, it was an argument about Israeli issues. We read 7 questions and discussed 2 of them quickly. The questions were:

1) Gay Parade in Jerusalem, yes or no? Is there any justification to do such a provocative parade in a city which many of its people – jews, arabs, seculars and religious – have so much against it?
Are democracy and the freedom of speech the most important factors in such an ambivalent issue?

2) What makes you a Jew?

3) Jerusalem: capital of the Jewish state or the international city of all monotheist religions?

4) You are a soldier in a check point. You have an information that a terrorist group is about to make an attempt to enter Israel using tracks and ambulances. An ambulance just arrived to the check point and inside the ambulance there is a woman who is about to give birth and must make it to the hospital. What are you going to do? If you decide to check the ambulance, you are putting both the woman and her child in jeopardy. If you decide to let them in, you might let in an ambulance full with explosives.

5) The state of Israel:
a. A state for all its citizens?
b. A two states solution?
c. To keep the situation as it is?
* you shall give a full explanation for each one of the possibilites. How do you see the future of the region according to your choice?

6. Should there be equal rights for Israeli Arabs comparing to Jewish citizens? What do you think reality is? If there aren’t equal rights, what do you think is the cause? What can be done from both sides?

7. Gilad Shalit is in Hamas captivity for more than 1800 days already. According to the IDF ideology, you never leave a soldier behind. The price Hamas demands for his release is hundreds of terrorists, some of them with “blood on their hands”. If you had to make that decision, what would you choose and why?

We talked about the questions 4 and 6. Even so, most of the questions make us think.

What’s your opinion about these questions?

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May updates / Atualizações de maio

Hello everybody, how are you doing?

This semester contains a lot of chags (holidays) in Israel. Only in May, we have had Yom HaShoa (as described in a previous post, May 2nd), Yom Hazikaron (9th), Yom HaAtma’ut (10th) and Lag BaOmer (22nd).

May 8th – we visited the Illegal Immigration and Naval Museum, in Haifa. At the first glance, the name/translation of this museum was weird for me. How are the two things related?

The explanation is simple, a little before the 2nd World War happened, in the year of 1933-1948, Jews were trying to come to what today is Israel since they were being prosecuted by many people. However, the British were the owners of this territory at that time and they did not allow a large amount of people to immigrate. The small amount allowed to enter made the called Aliya Aleph (1st letter of the Aleph-Bet, the Hebrew alphabet). Many of those who came here were sent back to where they came from or just to concentration camps around Europe.

The Jews wanted to enter here desperately. Most of them were coming hidden in ships. So, to escape the port’s surveillance, they tried to get in specially at night; legal citizens went to the docks and mixed themselves among illegal people, this way the British would not know who is and is not allowed to stay in the territory. Every strategy that could avoid deportation was welcome. That was the Aliyah Bet (2nd letter of the Hebrew alphabet), the Illegal Immigration, which explains part of the name of the museum.

The second part of the name, Naval, is due to the creation of Israel, in 1948. The British were no longer here and since its creation Israel was under attack by Arabs countries. Israel did not have a powerful army, it had just risen, so the illegal immigration ships were adapted to be the first warships of the country. With that, the name of the museum is explained.

We could check Israeli’s first submarine and ship in the museum, plus other maritime artifacts and history.

May 9th – Yom Hazikaron > it is Israel’s official Memorial Day. In this day, they honor Israeli fallen soldiers and victims of terrorism. We had a ceremony in Kfar Masaryk, where people of the community talked about the fallen soldiers that lived in the kibbutz.

May 10th – Yom HaAtzmahut > right after the mourning day, there is a celebration day, Israel’s Independence Day. The sadness of Yom Hazikaron is followed by the happiness of Yom Hatzma’ut. There is a debate if the Independence Day should be celebrated right after the mourning day, because the celebration is done with people gathering for a huge barbecue. A lot of people start preparing the banquet in the mourning day, which could be considered a lack of respect to the fallen soldiers and victims of terrorism.

May 18th – in this day’s Enrichment’s activity, we got to know a little about minorities living in Israel. They are Christians, Arabs, Bedouins, Druzes, Sammaritans, Circassians and Baha’i. I was in charge of the Sammaritans group, I found it very exciting and I am sure the other minorities are interesting as well. Unfortunately the way this activity was conducted did not allow me to absorb much information, but I will deepen a research about it, word.

May 20th-21st – I went to Natania for the weekend to visit a friend-of-a-friend-of-a-friend (uff). His name is Ziv and he is deaf as I am without hearing aids and cochlear implant, but he communicates through Sign Languages (ASL, Libras, ISL…). I met him and Alfredo in Natania, the communication among us was very interesting in my opinion! Natania has a great beach and it is a beautiful city, it was a great weekend.

May 23rd – Masa Conference in Jerusalem. An interview regarding policies in Israel and some entertainment. Mayumana was definitely the best part of it! The spectacle consisted of music, dance, rhytm, lights, excellent! Two samples of their show is here: http://www.youtube.com/watch?v=MdxB5azLz8g and http://www.youtube.com/watch?v=yAYQGiLDYxM&.

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Oi pessoal, como tão?

Tá cheio de chags (feriados) esse semestre. Só em maio, tem Yom HaShoa (descrito no post anterior, aconteceu no dia 2 de maio), Yom Hazikaron (dia 9), Yom HaAtzma’ut (10) e LagBaOmer (22).

Dia 6-7 de maio – Jerusalém. Dia 6 (sexta) dei uma passeada pela cidade, porque já tava tudo fechado. O Gan Sacher (parque Sacher) tava bem movimentado, as famílias daqui sabem aproveitar um final de semana ao ar livre. No sábado me encontrei com a Camila, que tava de passagem pelo Marcha da Vida. Foi bom rever um representante da família pessoalmente depois de mais de 3 meses. Passamos o dia conversando no Zoológico Bíblico e depois voltei pro kibbutz.

Dia 8 de maio – visitamos o Museu dos Imigrantes Ilegais e Marítimo em Haifa. A primeira impressão foi que o nome do museu era estranho, dois assuntos bem diferentes no mesmo local. Qual a relação?

A explicação foi simples, antes da 2a Guerra Mundial eclodir, nos anos de 1933-1948, os judeus já tavam tentando vir para a terra onde hoje é Israel, visto que eram perseguidos por muita gente. Porém, os britânicos eram os donos do lugar na época e não permitiram a imigração massal, um número limitado. Essa imigração legalizada foi chamada de Aliá Alef (1ª letra do alef-bet, alfabeto hebraico). Muitos dos que vieram foram mandados de volta para o local de origem ou para campos de concentração na Europa.

Os judeus queriam entrar aqui desesperadamente. A maioria deles tava vindo de navio. Então, para escapar da vigília do porto, desembarcavam às escondidas pela noite; cidadãos legalizados se misturaram com os imigrantes ilegais nas docas, de forma que os britânicos não sabiam quem poderia ou não permanecer no território. Toda estratégia que ajudasse a evitar a deportação era bem-vinda. Essa foi a Aliá Bet (2a letra do alfabeto hebraico), de imigração ilegal, que explica parte do nome do museu.

A segunda parte do nome, Marítimo, deve-se à criação do Estado de Israel em 1948. Os britânicos desocuparam o terrítorio e assim que Israel foi criado os países árabes começaram a atacar. Não havia poder militar forte aqui, tinha sido recém-criado, então os navios usados para imigração ilegal foram adaptados para serem os primeiros navios de guerra do país. Assim é estabelecida a relação e está explicado o nome do museu.

Tivemos a oportunidade de olhar por dentro o primeiro submarino e navio israelense, além de outros artefatos marítimos e histórias.

9 de maio – Yom Hazikaron > é o como o Dia dos Finados oficial de Israel. Nesse dia, há uma homenagem aos soldados israelis falecidos e vítimas de terrorismo. Tivemos uma cerimônia em Kfar Masaryk, onde pessoas da comunidade discursaram sobre os soldados que viveram no kibbutz.

10 de maio – Yom HaAtma’ut > depois do dia de luto, vem a celebração, o Dia de Independência de Israel. A tristeza de Yom Hazikaron é substituída pela alegria em Yom HaAtzma’ut. Há uma discussão se a Independência deveria ser comemorada logo após o luto, já que a festança é feita com a reunião de familiares e amigos para um churrasco. Muita gente começa os preparativos do assado no dia anterior, do luto, o que pode ser considerado uma falta de respeito para os soldados e vítimas falecidos.

18 de maio – na atividade de enriquecimento (Cultura Judaica), aprendemos um pouco sobre as minorias vivendo em Israel: cristãos, árabes, beduínos, samaritanos, circassians (não sei em português) e Baha’i. Eu fiquei encarregado do grupo samaritano, achei bem interessante e tenho certeza que as outras minorias também o são. Infelizmente do jeito que a atividade foi conduzida não consegui captar muitas informações, mas vou olhar depois com atenção, juro.

20-21 de maio – fui para Netânia no final de semana para visitar um amigo-de-uma-amiga-de-uma-amiga (putz). O nome dele é Ziv e ele é surdo que nem eu quando tô sem o aparelho e o implante, mas ele se comunica através de línguas de sinais, Libras, ASL, ISL (israelense)… conheci também o Alfredo, companheiro dele, a comunicação entre a gente foi bem diversificada, sinais, fala, leitura labial, mímicas! Netânia tem uma praia maravilhosa e é uma cidade muito bonita, foi um ótimo final de semana!

23 de maio – Conferência de Masa em Jerusalém. Teve uma entrevista sobre a situação política de Israel e shows de entretenimento. O grupo Mayumana foi sem dúvida o maior espetáculo! Era dança, música, ritmo, luzes, excelente! Segue dois vídeos-amostras do que vimos lá:  http://www.youtube.com/watch?v=MdxB5azLz8g e http://www.youtube.com/watch?v=yAYQGiLDYxM&.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Yom HaShoa – a história de um sobrevivente do Holocausto / the story of a Holocaust survivor

Shalom leculam (hello everybody).

This week in Israel is all about Yom HaShoa, the Holocaust Day. Yom HaShoa happened officially this Monday, May 2nd. It is a remembrance day regarding everyone that died in the Holocaust.

Monday, May 2nd – We visited a place called Lochamey Hageta’ot – Ghetto Fighters -, where we watched a tribute to the ones that perished in this event, the ones that are with us to tell their story and the ones that put themselves in risk to help the targets of the Nazis.

The last week we had an opportunity to listen the story of one of the Holocaust survivors that live in the kibbutz.

His name is Avraham (Avri) Fischer. He lived in Bratislava, old Czechoslovakia and nowadays the capital of Slovakia, and he was really young when it happened. He is now in his early 70s.

His father and mother are Jewish. His father was a known doctor in the city. When the Nazis invaded the city, due to the fame of his father, Avri got separated from his parents, which did so to protect their child. “Never wear the yellow star (it tells them you are a Jew), never walk around other people with this symbol (to make it difficult to get caught)”, his parents said. They aimed for his survival, even though he would go through hard times. The link between them was Avri’s aunt. Since she married a Christian man, she was no longer Jewish and was not in danger.

Avri was hosted in a non-Jewish family with forged documents, which said he was an orphan of war. They were risking their lifes, since although Nazis were aiming for Jews, they would not tolerate people helping them. Nazis would show up for investigation often, so that in order for them not to be able to deepen their search, this family had a deal with their neighbours. Avri would live in one of the houses during the day and jump off the wall to the neighbours at night, where he would sleep.

A certain day, Nazis showed up in the second house. “Are you hiding any Jew?”, they asked. “No”, the family replied. “Can we look inside the house?”, “Yes”. They couldn’t say no…

Avri was listening everything in his room. Nervously, he went to bed, pretending to be asleep. “Who is this child?”, “He is an orphan of war, here are the documents”. It wasn’t enough. The Nazis pointed a lantern in his face and made him wake up. Avri didn’t do anything unusual, in fear to be caught. “This is a nice child”, one of the Nazis said, “it doesn’t look like a Jew”. “Yes, it doesn’t, let’s move”, said the second one. The family and Avri were saved for now, but for how long? They were scared and the Nazis could deepen the search and figure out the truth.

With that in mind, they moved Avri to another family. This time, Avri suffered from bullying. The boy from the family kept hitting him when they were alone and also said that, if Avri would say anything about this to his parents, he would scream in the streets that there were a Jew hiding in their house. Sick.

This time he met the Nazis again. He wasn’t living far from his original house and one of the Nazis said, “hey look, this kid looks so much like the boy we saw in a picture in an abandoned house next to here, in a Jewish house”. They brought the picture and showed it to him. It was really him in the picture, but Avri answered so normally as possible “Indeed, he looks like me. There is a lot of people that look alike in this world”. With this vague answer, the Nazis went away.

Again, fearing a deeper investigation, he finally moved to a 3rd house, in the countryside, not in Bratislava anymore. With that, he lost the contact with his aunt and consequently he could not hear more from his parents, whom were safe until then.

The Nazis did not go to this 3rd place and eventually the war ended. No one of them was caught and everyone met again. This is 1945.

Four years later, the family moved to Israel. Avri’s father kept working as a doctor in Haifa until the end of his life, while Avri moved to Kfar Masaryk and raised a family here. Grandparents, parents and children living close in Israel after a tragedy happened.

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Shalom leculam (oi para todos).

Essa semana em Israel é sobre Yom HaShoa, o dia do Holocausto. Yom HaShoa aconteceu oficialmente no dia 2 de maio. É um dia de relembrar todos aqueles que morreram no Holocausto.

2a-feira, 2 de maio – visitamos um lugar chamado Lochamey Hageta’ot – Ghetto Fighters -, onde assistimos uma homenagem para aqueles que faleceram na tragédia, para aqueles que estão conosco para contar suas histórias e para aqueles que arriscaram suas vidas para ajudar os alvos dos nazistas.

Na semana passada tivemos a oportunidade de ouvir a história de um dos sobreviventes do Holocausto que vive no kibbutz.

O nome dele é Avraham (Avri) Fischer. Ele morou na Bratislava, na antiga Tchecoslováquia e atualmente capital da Eslováquia, e era muito pequeno quando isso aconteceu. Hoje ele tem 70 e poucos anos.

Os pais dele eram judeus. O pai dele era um doutor bem conhecido pela cidade. Quando os nazistas invadiram a cidade, devido à fama do pai, Avri foi separado dos seus genitores, para sua proteção. “Nunca use a estrela amarela (ela diz que você é judeu), nunca ande com outras pessoas que carregam o símbolo (para dificultar a captura)”, os pais disseram. Eles almejavam a sobrevivência do filho, mesmo que tivesse que passar por tempos difíceis. O elo entre eles era a tia de Avri. Como ela se casou com um cristão, não era mais considerada judia e não estava em perigo.

Avri ficou hospedado na casa de uma família não-judaica com documentos falsificados, que diziam que ele era um órfão de guerra. A família estava se arriscando, porque embora os nazistas estivessem procurando por judeus, eles não aceitariam que outros os acobertassem. Os nazistas iriam aparecer para investigar com alguma frequência, então para que não pudessem se aprofundar na pesquisa, essa família tinha um acordo com a família vizinha. Avri ficaria durante o dia em uma das casas e pularia a cerca que separava as casas pela noite, ficando na 2a casa para dormir.

Certo dia, os nazistas apareceram na 2a casa. “Vocês estão escondendo judeus?”, perguntaram. “Não”, a família respondeu. “Podemos olhar lá dentro?”, “Sim”. Não podiam dizer não…

Avri escutou tudo do quarto. Foi pra cama apressado, nervoso, fingindo que tava dormindo. “Quem é essa criança?”, “É um órfão de guerra, aqui tão os documentos”. Não foi o suficiente. Os nazistas apontaram a lanterna na cara dele e o fizeram acordar. Avri não fez nenhum movimento, com medo de ser pego. “É uma bela criança”, um dos nazistas disse. “Não parece judeu”. “Sim, não parece, vamos”, disse um segundo. A família e Avri estavam salvos por ora, mas por quanto tempo? Eles estavam assustados e os nazistas poderiam investigar mais a fundo e descobrir a verdade.

Pensando nisso que Avri foi transferido para outra família. Dessa vez, Avri sofreu bullying. O garoto da família ficava batendo nele quando estavam sozinhos e ainda disse que, se Avri dissesse qualquer coisa para os pais dele, ele iria para as ruas e gritaria que tinha um judeu escondido na casa. Doente.

Avri encontrou os nazistas novamente. Ele não estava morando longe da casa original e um dos nazistas disse, “ei olhe, esse garoto parece muito com aquele que vimos em uma foto na casa abandonada perto daqui, uma casa judaica”. Eles trouxeram a tal foto e a mostraram para Avri. Era ele mesmo na foto, mas Avri respondeu impassível, “realmente, ele se parece comigo. Tem muitas pessoas que se parecem no mundo”. Com essa resposta vaga, os nazistas se foram.

De novo, com medo, ele foi transferido para uma terceira casa, mais no interior do país, não mais em Bratislava. Com isso, perdeu o contato com a tia dele e consequentemente não ouviu mais notícias de seus pais, que estavam a salvos até então.

Os nazistas não apareceram na terceira casa e finalmente a guerra terminou. Nenhum deles foi pego e todos se reencontraram. Ano de 1945.

Quatro anos depois, a família se mudou para Israel. O pai de Avri continuou trabalhando como médico em Haifa até o fim da vida, enquanto Avri veio para Kfar Masaryk e teve uma família aqui. Avós, pais e filhos vivendo próximos em Israel depois da tragédia ocorrida.

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Pessach, 1 week vacations, “new” job, plans? / Pessach, 1 semana de folga, trabalho “novo”, planos?

I am writing 2 weeks after the last post.

My first objective when I decided to come to Israel was to travel and work at the same time, to do something related to my field of study, Agronomy. For that, a kibbutz sounded perfect, since it’s a rural area with a lot of agricultural jobs. Most of our group is working with agriculture activities. Max is working with fishes, Mari and Toni are working with gardening, Stefanie is working with dairy cows and equines and I am working with organic farming again. Rachel, Vanessa and Aviv are working in the dining room and Raphi is working with elderly nowadays if I recall correctly. So 5/9 of us are working with agricultural jobs, which means most of the group, or 55% =P

Yes, I am working with organic farming again. I wanted to do it since I came to Kfar Masaryk, but transportation was an issue. Now it’s fine, I have made a deal with Tamir, I will be working there 3 times a week, 8 hours a day – the volunteers of this program are required to work 24h a week -, I will be paying for the transportation and in the end of the month he will pay everything back. Perfecto!

Right now the farm has cucumber, eggplants, watermelon and squash jam. I will be working there on Sundays and Wednesdays, important pick up and delivery days. And the 3rd day of work will be on Mondays I guess. I will be working on these 3 days + Ulpan on Tuesday, it leaves Thursday to Saturday as a weekend.

This past Wednesday and Thursday, the Oranim groups went to the Golan Heights for hiking and kayaking. Both activities were awesome, too bad it did not last longer, specially kayaking.

The landscape of Golan Heights is beautiful and the trails are good for hiking. Pictures available on Facebook.

The kayaking activity was something, since I am afraid of water. I know how to swim, but as I depend on hearing aids and cochlear implant to understand every language except for Portuguese, and as those machines and humidity do not get along well, I try to avoid watery environments as much as possible.

So I had to take them off. I am happy that Gaby stood by my side and was patient to repeat everything important that the kayak guide said. Not only that, she asked me to be one of the rowers in our kayak. It was easier than I thought and so much fun! Thanks a lot, Gaby!

And this week is Pessach, we are on vacations here. Some people from the group will be spending their time with their family/relatives in Israel, while others will be touring around. I belong to the second group, so far I have scheduled a trip to Jerusalem on Wednesday to Friday (April 20-22th).

As for Pessach’s seder, I will be having it on the kibbutz. Vanessa, Toni and I worked on the dining room yesterday to help with the food preparation for today. Since I know which food will be served beforehand, I know it will be a nice meal.

Regarding plans, I want to organize myself to find nice places to visit each Thursday, since I will have a 3 days weekend. If you that are reading it know any cool place worth to be visited in Israel, located in the North preferably, tell me please!

And I want to make plans for the post-program too, it would be in the beginning of August. I would like to visit countries in the East hemisphere in which I have friends so that it will be more fun to walk around and get acquainted with the place. So far I have set Germany as a goal. If you live in this side of the planet, are you available in this date and do you accept visitors? Let me know and it might be arranged 🙂

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Tô escrevendo 2 semanas depois do meu último post.

Meu objetivo inicial quando decidi vir para Israel era viajar e trabalhar ao mesmo tempo, fazer algo relacionado ao meu campo de trabalho, Agronomia. Para isso, vir para um kibbutz me pareceu a ideia perfeita, já que é uma área rural com muita atividade na agricultura. A maioria do grupo tá trabalhando com agricultura, na verdade. O Max tá trabalhando com peixes, a Mari e a Toni tão trabalhando com jardinagem, a Stefanie tá trabalhando com gado leiteiro e equinos e eu tô de volta na fazenda orgânica. A Rachel, a Vanessa e o Aviv tão trabalhando no refeitório e a Raphi com os idosos, eu acho. Então 5/9 de nós estão trabalhando com agricultura, o que significa a maioria do grupo ou 55% =P

Sim, tô trabalhando na fazenda orgânica de novo. Eu queria fazer isso desde que vim pra Kfar Masaryk, mas o transporte era um empecilho. Agora tá tudo certo, fiz um trato com o Tamir, vou trabalhar lá 3 vezes por semana, 8 horas por dia – os voluntários do programa precisam trabalhar 24h por semana -, eu pago pelo transporte e no fim do mês ele me paga tudo de volta. Perfeito!

Agora na fazenda tem pepino, berinjela, melancia e squash jam (?). Vou trabalhar lá nos domingos e 4as-feiras, dias importantes para a colheita e entrega de mercadorias. E o 3o dia de trabalho vai ser nas 2as. Vou trabalhar nesses 3 dias + Ulpan nas 3as-feiras, isso me deixa um trim de semana – 5a, 6a e sábado.

Essa 4a e 5a passada, os grupos do Oranim foram para as colinas do Golan para caminhada ecológica e caiaque. As duas atividades foram uma delícia, uma pena que não tenham durado mais tempo, especialmente o caiaque.

A paisagem do Golan é linda e as trilhas são boas pra caminhada. Fotos no Facebook.

O caiaque foi uma baita experiência, já que eu não sou muito chegado em água. Sei nadar, mas como dependo do aparelho auditivo e implante coclear para entender qualquer língua que não seja português, e como esses aparatos não se dão bem com umidade, eu evito ambientes molhados tanto quanto possível.

Então fui sem os aparelhos. Fiquei bem feliz que a Gaby ficou no meu lado e foi paciente para repetir tudo que era importante que saía da boca do instrutor. Não só isso, ela me pediu para ser um dos remadores do barco. Foi mais fácil que eu pensei e muito divertido! Muito obrigado, Gaby!

E essa semana é Pessach, tamos de férias por aqui. Alguns do grupo vão passar um tempo com suas famílias/parentes aqui em Israel, enquanto outros vão fazer turismo por aí. Eu faço parte do segundo grupo, já marquei uma viagem pra Jerusalem de 4a até 6a (20 a 22 de abril).

Quanto ao seder de Pessach, vou comemorar aqui no kibbutz. A Vanessa, a Toni e eu trabalhamos na preparação de comida no refeitório ontem. Já conheço a comida que vai ser servida, vai ser uma boa janta.

Planos. Tenho que me organizar para fazer viagens internas em Israel nas 5as-feiras, já que tenho 3 dias de final de semana. Tu que tá lendo aí, se conheces algum lugar que valha a pena ser visitado aqui, de preferência no norte, avisa por favor!

E quero fazer planos pra depois do término do programa também, isso seria no início de agosto. Eu gostaria de visitar países desse lado do planeta onde eu tenha amigos, tornando mais prazerosa a viagem. Por enquanto a Alemanha é um dos lugares que pretendo ir. Se alguém que estiver lendo estiver por esses lados do mundo nessa data, disponível para visitações, avisa que de repente podemos combinar algo 🙂

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