Marcha pela Acessibilidade / Parade for Accessibility

Hoje ocorreu a Marcha pela Acessibilidade no Rio de Janeiro.

O combinado era de os manifestantes se encontrarem às 10h na Rua Rodolpho Dantas com a Av. Atlântica, em Copacabana. Pouco a pouco, os participantes foram chegando. Pessoas com deficiência física, visual, auditiva/surdas, intelectual, simpatizantes e cães-guias compuseram o bolo de mais de 200 pessoas que se expressaram de forma pacífica  no calçadão de Copabacana em direção à Rua Figueiredo de Magalhães.

Foi apenas um quilômetro de caminhada, mas bem emocionante. Debaixo de um sol de 31°C, empunhando cartazes com mensagens reivindicando acessibilidade e fazendo barulho com exclamações e chocalhos, o semblante dos indivíduos que lá estavam demonstrava tranquilidade, felicidade pela oportunidade de poder lutar por seus direitos, ainda não atendidos.

É cedo para dizer se surtirá algum efeito desta ação, mas já foi gratificante perceber que há uma mobilização neste sentido e que as pessoas passavam pelo movimento, viam os cartazes, sorriam, aplaudiam e faziam sinal que concordavam com a atitude. A conscientização da população é de suma importância.

Algumas das frases que surgiram na passeata:

“Deficiente é meu país”;

“Lei 689 / 2011 – Deputado Xandrinho – Quero atenção para os autistas! – Centro de Reabilitação Integral para os Autistas – Resende, RJ”;

“Lei: 12764 – Berenice Piana – Respeito e Dignidade para os Autistas!!! – Polos de Atendimento Multidisciplinar – Resende, RJ”;

“Indiferença também é preconceito”;

“Aceitar é não ignorar”;

“Não é caridade. Queremos investimentos e igualdade!!”;

“Como cidadãos surdos, respeitem nossa identidade, nossa cultura e nossa língua”;

“Minha calçada é acessível. E a sua???”;

“Você compraria para seu filho (a) um boneco com deficiência?”;

“Respeito à Inclusão da Pessoa com Deficiência – IAM – Instituto Aldo Miccolis”;

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Today the Parade for Accessibility took place in Rio de Janeiro.

It was set that the meeting point would be in Avenida Atlantida where Rua Rodolpho Dantas crossed, in the neighborhood of Copacabana. The participants arrived slowly. People with physical, visual, intectual and hearing impairment/deaf, sympathizers and guide dogs were part of the group of over 200 people that expressed in a pacific way through Copacabana’s sidewalk going to Rua Figueiredo de Magalhães.

It was just a kilometer, but a nice one. Walking under a hot sun of 31°C, holding posters with messages asking for accessibility and spreading the word, the participants’ faces showed peace, happiness for the opportunity of being able to strive for their rights.

It is too early to make statements if anything will come out of this action, but it was rewarding to realize that there is a mobilization for accessibility. Some people looked at the movement, at the posters, smiled, applauded and showed agreement with the attitude. The awareness of the population is extremely important.

Some sentences of the posters:

“Handicapped is my country”;

“Law 689 / 2011 – Congressman Xandrinho – I want some attention for the autists! – Centro de Reabilitação Integral para os Autistas – Resende, RJ”;

“Law: 12764 – Berenice Piana – Respect and dignity for the autists!!! – Polos de Atendimento Multidisciplinar – Resende, RJ”;

“Indifference is prejudice too”;

“To accept is not to ignore”;

“This is not charity. We want investments and equality!!”;

“As deaf citizens, respect our identity, our culture and our language”;

“My sidewalk is accessible. And yours???”;

“Would you buy a doll with impairment to your child?”;

“Respect to Inclusion of People with Disabilities – IAM – Instituto Aldo Miccolis”.

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1º dia do 2º módulo da pós em Acessibilidade Cultural – Deficiência física

Nessa semana que passou, do dia 20 ao 25, ocorreu o 2o módulo da pós em Acessibilidade  Cultural da UFRJ/MinC. Neste módulo, fomos introduzidos a diversos tipos de deficiência – física, visual, auditiva e intelectual – e às tecnologias assistivas existentes para cada caso. A 1ª aula abordou a deficiência física.

A professora Vera Lúcia Vieira de Souza nos ensinou sobre o tema. Várias podem ser as causas da deficiência física, assim como suas implicações. É possível visualizar a apresentação dela por aqui >

https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxwb3NhY2Vzc2liaWxpZGFkZWN1bHR1cmFsfGd4OjE3MDM2MjcxNWQ5Y2E3NGQ

(se alguém não estiver conseguindo abrir o conteúdo e tiver curiosidade sobre o assunto, avise).

Ricardo Gonzalez Souza, do Instituto Novo Ser – http://www.novoser.org.br/ -, disse que há uma carência de acessibilidade atitudinal. Existe muito preconceito que poderia ser desfeito com um mínimo de diálogo, informação, conhecimento. Cadeirante, ele nos relatou sobre as dificuldades diárias deste grupo. Ouvimos que falta acesso para as cadeiras nos transportes públicos, cuja frota de vans e táxis adaptados é pequena. Espera-se que aumente o contingente de veículos adaptados com a vinda da Copa, mas quem sabe o que está por vir?

Também é difícil o ingresso de cadeirantes em lugares públicos, como praias, por exemplo. Para isso, felizmente, algumas medidas já foram tomadas. Tem acontecido o projeto Praia Para Todos – http://praiaparatodos.com.br/ – no Rio de Janeiro, das 9 às 14h, nos bairros Barra da Tijuca (sábado) e Copacabana (domingo), no qual os participantes desfrutam de acesso adaptado à beira do mar via esteiras e podem usufruir de piscinas infantis e banho de mar assistido em cadeiras anfíbias. A prática de esportes também é viabilizada através de frescobol e surf adaptados, vôlei de praia sentado e handbikes – relato legal aqui > http://blog.e-solidario.com.br/2011/01/praia-para-todos-compartilhando-sonhos-conquistas-e-vitorias/. É um bom começo. Tomara que seja copiado e multiplicado.

Curiosidade: Power Soccer Brasil – futebol de cadeirantes. 4 jogadores para cada lado, unissex, cadeira com footguard. http://www.novoser.org.br/powersoccer/

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1st week of graduation course / 1ª semana da especialização no Rio

Hello, everyone. It has been quite a long time since I have last written here.

What’s news?

Regarding the CIs, they’re fine. I feel I am able to hear and understand more in stereo lol. It happens quite often that one of them runs out of battery and I feel lost until I replace it. I want a new map on the more recent implanted side to keep improving. Hearing with them is a pleasure.

I got accepted to attend a graduation course on Cultural Accessibility in Rio de Janeiro, which occurs a week per month during 9 months. The first week of the course happened a week ago and it was really cool. It took place at Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro Nacional Library, straight translation), where we learned about the existing policies and acessibility in cultural places, acessibility courses being offered in Universities, experiences and products available in the market.

The lectures were accessible too. The course offered stenography, interpreters and audiodescription. The content of the lectures will be available soon, since basically everything said was recorded by the stenography program.

I took some notes about what called my attention. Let’s see.

One of the speakers, Dolores Tomé, mentioned about Braille music. This way, Braille users can play instruments just as they can read Braille. I don’t know about you, but I found it interesting and cool.

She told us some of her adventures around the world. In Ilha de Marajó, Brazil, a lot of deaf and blind people were looking for the university course Letters/French. Due to this particular group of students, LIBRAS and Braille were inserted to the curriculum of this course.

A wheelchaired woman, Viviane Macedo, advertised a wheelchair dance competition. It happens every 2 years. It is a kind of dance I did not know of and I would like to watch.

Daina Leyton spoke on behalf of Museu de Artes Modernas (MAM)-SP. She said that “before you plan anything, you have to think on access”. The Ibirapuera Park, where the MAM is located, was under maintenance to become more accessible. The MAM-SP offers audioguides, video in signs, sculptures in the garden to be touched by the visually impaired.  Deaf educators were successfully trained to present the art collection.

Guilherme Vergara told us his experience with his blind friend, Eugênio. Since they met daily during a short period of time, Guilherme had to put himself in Eugênio’s shoes. “Tell me what is going on”, Eugênio said. What is the language to be used? What will the other person understand? You don’t know the answer? Ask, we are here to learn.

Hugo Eiji approached the Deaf Culture in his speech. I liked the fact that he began his speech saying that the deaf group is heterogeneous. There is a term called De’VIA – Deaf View, Image, Art -, meaning art of deaf, portraiting some aspect of deafness (e.g., sign language, communication issues). He also mentioned a place I would like to visit someday in Israel, called Nalaga’at Center (http://www.nalagaat.org.il/home.php). Check the website for more details.

Rutônio and Oswaldo showed us some assistive products available to Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro’s visually impaired visitors. Smartview Xtend and Smartview 7000 are magnifiers to help the low vision people. There is a Braille printer at the library, currently interrupted. The equipment that amazed me is Poet Contact, which scans, saves and transforms the text, whether if Portuguese, Spanish or English ones, to MP3 or written .rtf/.doc files. Not many people use these services, since they would have to go to the library to get it done and reaching there is hard.

My notes finished. I guess that’s it for now. Hope you have found interesting and useful information here.

PS.: If you know Portuguese, I left some links at the end of this post.

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Oi, pessoal. Faz um bom tempo que escrevi aqui pela última vez.

Quais as novidades?

Sobre os implantes, tá tudo bem. Tô me sentindo melhor ouvindo em stereo hehe. Tem acontecido com alguma frequência de as pilhas de um deles acabar e até trocá-las, sinto-me um pouco perdido. Quero mapear de novo o OD (lado mais recente) para melhorar mais e mais. Escutar com eles é um prazer.

Tô fazendo um curso de especialização em Acessibilidade Cultural no Rio de Janeiro, que acontece 1 semana por mês, durante 9 meses. A 1ª semana do curso foi na semana passada, foi bem legal. Foi na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, onde pudemos aprender sobre a política e acessibilidade existentes em espaços culturais, cursos sobre acessibilidade oferecidos em universidades, experiências e produtos disponíveis no mercado.

As palestras estavam acessíveis também. Teve estenotipia, intérpretes e audiodescrição. O conteúdo das apresentações estarão disponíveis em breve, já que praticamente tudo que foi dito foi gravado pelo programa de estenotipia.

Fiz algumas anotações do que chamou minha atenção. Vejamos.

Uma das palestrantes, Dolores Tomé, falou sobre musicografia Braille. Dessa forma, os usuários de Braille podem trocar instrumentos assim como leem em Braille. Não sei quanto a vocês, mas achei curioso e maneiro.

Ela contou algumas de suas peripécias pelo mundo. Na Ilha de Marajó, bastantes surdos e cegos queriam fazer o curso de Letras-Francês. Graças a esse grupo peculiar de alunos, as disciplinas de LIBRAS e Braille foram incluídas no currículo desse curso.

Uma mulher cadeirante, Viviane Macedo, divulgou uma competição de dança de cadeiras de rodas. Acontece bienalmente. Não conhecia essa modalidade de dança, gostaria de dar uma olhada.

Daina Leyton representou o Museu de Artes Modernas (MAM)-SP. Disse que “antes de se pensar qualquer coisa, tem que se pensar no acesso”. O Parque Ibirapuera, onde está localizado o MAM, estava em obras para se tornar mais acessível. O museu oferece audioguias, vídeo em sinais, esculturas no jardim para as pessoas com deficiência visual tocar. Educadores surdos foram treinados com sucesso para mediar a coleção de arte.

Guilherme Vergara nos relatou sua experiência com seu amigo cego, Eugênio. Com a convivência diária durante algum tempo, Guilherme teve que se colocar no lugar do Eugênio. “Me diz o que tá acontecendo”, Eugênio provocava. Qual é a linguagem a ser usada? O que a outra pessoa entenderá? Não sabe a resposta? Pergunte, estamos aqui para aprender.

Hugo Eiji abordou a Cultura Surda em sua palestra. Gostei que ele começou dizendo que este grupo é bem heterogêneo. Existe um termo chamado De’VIA – Deaf View, Image, Art -, significando arte por surdos, retratando algum aspecto da surdez (por exemplo, língua de sinais, tópicos de comunicação). Ele também mencionou um lugar que eu gostaria de visitar um dia em Israel, chamado Nalaga’at Center (http://www.nalagaat.org.il/home.php). Querendo saber mais detalhes, cliquem no link acima.

Rutônio e Oswaldo nos mostraram algumas tecnologias assistivas disponíveis para os visitantes com deficiência visual da Biblioteca Nacional do Rio. Smartview Xtend e Smartview 7000 são amplificadores para ajudar as pessoas com baixa visão. Tem também uma impressora Braille na biblioteca, atualmente suspensa. O equipamento mais interessante para mim foi o Poet Contact, que escaneia, armazena e transforma o texto, pode ser português, espanhol ou inglês, em arquivos MP3 ou escritos, .rtf/.doc. Não são muitos usuários que aproveitam esses serviços, pois precisariam ir à biblioteca para usufruir deles e o acesso até ela é difícil.

Acabaram minhas anotações. Por ora é só. Espero que tenham achado informações úteis aqui.

Seguem alguns links sobre alguns dos tópicos citados acima.

http://deafness.about.com/od/deafculture/a/deafart.htm

http://www.acessibilidadetotal.com.br/aulas-acessiveis-2-transcricao-de-aulas/

http://www.ufjf.br/secom/2013/01/18/comite-avalia-instalacoes-locais-para-campeonato-mundial-de-danca-em-cadeira-de-rodas/

http://economia.terra.com.br/terra-da-diversidade/pentacampea-cria-metodo-para-danca-com-cadeira-de-rodas,d478b920548da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

http://www.tecnologia-assistiva.org.br/produtos.php?det=s&id_produto=1302
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Tecnologia assistiva – Assistive technology

Oi, pessoal. Antes de qualquer coisa, Feliz Ano Novo pra quem ainda não dei. Espero que tenham tido um ótimo réveillon e começo de ano.

Fui a uma palestra sobre tecnologia assistiva na semana passada e achei bacana. O objetivo era que diferentes empresas se conhecessem e, quem sabe, caso houvesse alguma ideia em comum entre elas, pudessem fazer uma parceria para atingir suas metas. Já tinha acontecido isso em um encontro anterior ali, por que não repetir a dose?

Fui apresentado a produtos já disponíveis como:

– Livox, um software de tablet feito para auxiliar pessoas que não conseguem se comunicar sozinhas devido a doenças, sequela de acidentes, problemas nas cordas vocais ou motivos diversos. A pessoa escolhe uma figura entre as existentes do aplicativo e o tablet  vocaliza o que foi selecionado. Para mais detalhes: http://www.bengalalegal.com/livox

– Pentop, uma caneta cuja ponta é capaz de identificar o que está escrito em um papel. Ela também reproduz sons previamente gravados em etiquetas, facilitando que pessoas com deficiência visual identifiquem objetos. Mais detalhes: http://www.pentop.com.br/

– Ring, um anel que vibra para acordar o usuário. Como é um objeto pequeno, a vibração emitida não é sentida pela pessoa ao lado, ao contrário de um alarme normal. Bom para pessoas com deficiência auditiva e casais que acordam em horários diferentes =P Em inglês: http://www.engadget.com/2007/07/11/alarming-ring-concept-vibrates-finger-to-wake-you-up/

Também ficamos sabendo sobre um edital do governo, que, através da FINEP, pretende investir no desenvolvimento de produtos inovadores, específicos para o treinamento e/ou prática de esportes paralímpicos. A maioria das empresas foi à palestra para conhecer o conteúdo do edital.

No final, as empresas se apresentaram. Pelo que observei, grande parte delas trabalha com fabricação de cadeiras de rodas, querem expandir seu negócio e estão abertas a novas ideias. A companhia que mais me chamou a atenção foi a Victum, que criou o sistema I-Braille – permite que pessoas com deficiência visual leiam, escrevam, ouçam música (funciona como MP3) e aprendam nele (detalhes aqui: http://www.businessinside.com.br/victum-lanca-i-braille-seu-primeiro-produto-proprio/) – e agora quer desenvolver um óculos para corrida para pessoas com deficiência visual poderem correr sem guia nas Paralimpíadas. A Victum quer adaptar a tecnologia já existente da “Barber Shop” (http://www.youtube.com/watch?v=IUDTlvagjJA) e colocar nos óculos de alguma forma que fique claro para os corredores quando tiverem que fazer a curva ou correr em linha reta. Tô na torcida para que funcione.

Tão sabendo de alguma tecnologia assistiva interessante? Compartilhem aí =)

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Hello, people. First of all, Happy New Year for everyone that I haven’t been in touch for a while. Hope you had a nice NYE and a fresh start.

I went to a lecture about assistive technology last week and I found it interesting. The purpose of this lecture was to introduce different companies to each other and perhaps, if they share some common concept, they could start a joint venture and achieve their goal. It happened in a previous meeting, why not again?

I was introduced to some available products such as:

Livox, a tablet software designed to help people unable to express themselves due to diseases, sequel of accidents, problems in the vocal cords or some other reason. The person chooses a picture among the ones available and the app talks for him/her. Although it’s in Portuguese, you can check some images here: http://www.bengalalegal.com/livox

Pentop, a pen whose top is able to identify what is written in a paper. The pen also reproduces previously recorded sounds in some labels, making it easier for the visually impaired people to identify objects. Again, a Brazilian project: http://www.pentop.com.br/

Ring, a… huh… ring that works by vibration to wake you up. As it is a small object, the vibration coming out of it doesn’t affect the people next to you, as a regular alarm would do. Good for hearing impaired people and some couples that wake up at different schedules =P http://www.engadget.com/2007/07/11/alarming-ring-concept-vibrates-finger-to-wake-you-up/

We also became aware of a public notice that the government wants to invest in the development of innovative products, specific for the training and/or practice of Paralympic sports. Most of the companies went there for this purpose, to know more details about this public notice.

At the end, the companies described themselves. According to what I’ve seen, most of them are companies that work with wheelchairs, they want to expand their business and they are open to new ideas. The company that called my attention the most was Victum: they are the creators of the I-Braille system – which allows the visually impaired people to read, to write, to use it as a MP3 for music and to learn on it (http://www.businessinside.com.br/victum-lanca-i-braille-seu-primeiro-produto-proprio/) – and are now willing to develop a glass for the visually impaired to be able to run without a guide in the Paralympics. They wanna adapt the already existing “The Barber Shop” technology (http://www.youtube.com/watch?v=IUDTlvagjJA) somehow in a glass and it will make clear for the runners when they have to turn or run straight. I’m hoping it works.

Have you heard of an assistive technology that you found interesting? I wanna know, tell me  =)

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2º implante coclear – 2 meses depois / 2nd cochlear implant – 2 months later

Só atualizando para dar sinal de vida🙂

11 de dezembro. 2 meses após a cirurgia, 1 mês já ativado. Finalmente começo a sentir os efeitos do novo implante. Ainda não entendo quase nenhum som que ouço nele, mas me sinto estranho quando a bateria dele acaba e “só fico com uma orelha ligada”.

Depois da cirurgia, que aconteceu dia 10 de outubro, segui o procedimento clássico no que se refere a implantes cocleares, ou seja: tomar remédio por uma semana para prevenir infecções no ouvido; cobrir a cicatriz contra o sol – barbada, uso um chapéu que é praticamente uma extensão do meu corpo; sem atividades físicas por um mês, pois a cicatriz precisava de tempo pra fechar. Pra mim, viciado em futebol, essa foi disparada a pior parte, mas era inevitável. Dúvidas? Podem perguntar.

A ativação aconteceu um mês depois, dia 9 de novembro. Por ter sentido uma dor imensa e até chorado quando ouvi pela 1ª vez com o 1º implante, peguei leve dessa vez. A fono perguntava durante a regulação do processador se o volume tava confortável, nem alto nem baixo demais. Queria ter deixado mais alto, por 4 semanas posso dizer que praticamente não escutei nada no meu ouvido direito. O que era importante a essa altura era estimular o nervo auditivo e este objetivo foi cumprido.

E por último, voltarei a frequentar a fono a partir dessa 4ª-feira, para aprender a escutar com o novo implante e também espero melhorar minha fala, já que consigo sentir e ouvir minha própria voz melhor agora. Já tô vendo a luz no fim do túnel!

Off-topic: durante esse período de 2 meses, 3 amigonas minhas também conseguiram o implante bilateral. Uma delas já ativou e tá adorando. A 2ª vai ativar na semana que vem e a 3ª se submeteu à cirurgia ontem. O time bilateral tá crescendo😉

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Just some update, to show some sign of life🙂

December 11th. 2 months after surgery, 1 month activated. I finally begin to feel the results of the new cochlear implant. I still don’t understand mostly any sound I hear on it, but I feel it’s awkward when the battery runs off and “there’s only an ear left”.

After the surgery, which happened on October 10th, I followed the classic procedure when it comes to cochlear implants. I had to take a medicine for a week in order to prevent ear infections. Protect the scar from the sun – easy, there’s a hat that’s basically part of me. No physical activities for a month, since the scar needed time to heal. For me, a huge sports fan, this was by far the worst part, but it couldn’t be helped. Any questions regarding the post-surgery, let me know.

The activation occurred a month later, on November 9th. Since I felt a huge pain and even cried when I first heard with my previous implant, I took easy this time. The phonoaudiologist kept asking me if the processor volumn was comfortable, not too loud nor soft. I wish I had it adjusted louder, for 4 weeks I could say I didn’t hear anything on my right ear at all. The important thing on this stage was to provide stimulus to the hearing nerves and this goal was achieved.

And at last I am returning to speech therapy sessions this Wednesday to learn how to listen with the new implant and hopefully to improve my speaking skills as well, since I can feel and hear my voice better now. Am I foreseeing a brighter future!

Off-topic: during this 2 month period, 3 dear friends of mine also got their bilateral implants. One of them is already activated and loving it. The 2nd one is going to activate next week and the 3rd one underwent surgery yesterday. The bilateral team is growing😉

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Implante bilateral / Bilateral implant

Como várias pessoas sabem, vou passar por uma cirurgia para conseguir meu 2º implante coclear essa semana. Alguns têm me perguntado “por que (você quer um 2º implante)?”.

A resposta é a mais simples possível: para ouvir mais e melhor. Mais porque dessa vez vou ser implantado no outro ouvido, o que significa que após a ativação não vou mais ouvir só por um deles, mas pelos dois como a maioria de vocês. E melhor porque a tecnologia melhorou muito desde meu 1º implante – quase 10 anos atrás –, então o novo modelo tem uma performance muito melhor que meu antigo.

Eu sei que “cirurgia” e “implante coclear” são palavras poderosas. A primeira nos leva a pensar em uma situação de risco, enquanto a segunda é um assunto polêmico.

O implante coclear (IC) pode trazer efeitos colaterais. Um deles é a destruição da audição residual, mas já que o IC é recomendado para pessoas cuja audição é zero ou perto disso, não há nada a perder nessa altura do campeonato. Porém, os benefícios com o IC superam em muito os efeitos colaterais, na minha opinião. O mais notável é a melhora da comunicação para a maioria dos usuários, seja por ouvir ou pela leitura labial (o IC ajuda na leitura labial). Para se inteirar de possíveis benefícios e efeitos colaterais advindos do implante, confira esse link: http://www.politecsaude.com.br/produtos/limitacoes-e-riscos/262/

É polêmico porque dizem que recupera totalmente a audição. Bem, pode recuperar, mas depende de muitos fatores. Primeiro, o paciente tem que obedecer ao critério para ser candidato ao IC (normalmente perda profunda bilateral neurossensorial sem ganho com aparelhos). Segundo, quanto mais cedo melhor, por isso que tantos bebês têm sido implantados. Terceiro, esforçar-se nas sessões com a fonoaudióloga e em casa, o que significa apoio familiar, empenho do paciente e profissionais qualificados. Resumindo, requer esforço, informação e dinheiro (a menos que o SUS cubra). Como devem ter percebido, não são muitos os que conseguem satisfazer todos os fatores, por isso o ganho dos usuários com o implante varia de nulo a excelente.

E quanto ao meu caso? Os médicos perceberam que eu tava perdendo a audição com 2 anos e meio; comecei a usar aparelhos dos 3 até os 15 anos, quando coloquei o primeiro IC. O fato de eu ter memória auditiva + implante “tardio” (de novo, quanto mais cedo melhor) + nervos auditivos estimulados + fonoaudiólogas + apoio familiar e escolar resultaram em uma boa performance auditiva. Sou capaz de entender uma grande parte da população (em português) se eu estiver olhando para os lábios do locutor. Usando a informação labial e também sonora, monto um quebra-cabeça mental e entendo o que foi dito. Consigo conversar com algumas pessoas no telefone, mas elas têm que repetir de uma a três vezes para que eu capte a mensagem. Por tudo de bom que o IC me proporciona, eu sou eternamente grato.

Isso não é algo que só eu experimento, mas vários usuários do IC. Nosso mundo tem uma riqueza de sons incrível e gostaria/mos de compreender o que ele tem a dizer. Não importa se for um som bom ou ruim, tudo que escuto é uma dádiva.

Então, para finalizar, vamos lá! Implante bilateral, tô chegando!

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As some people know, I am going through my 2nd cochlear implant surgery this week. Some people have been asking me “why (are you going to get a 2nd cochlear implant)?”.

The answer is the simplest possible: to hear more and better. More because this time my other ear will get the implant, so from the activation on I will hear no more just from one ear, but from two ears like most of you. And better because technology has improved a lot since I got my 1st implant – almost 10 years ago –, so the new model has a much better performance than my ancient one.

I know that “surgery” and “cochlear implant” are powerful words. The first one guides our memory to a risky situation, while the latter is a controversial issue.

The cochlear implant (CI) can bring side effects. One of them is the destruction of the residual hearing, but since the CI is recommended for people whose hearing skills are zero or near it, there’s nothing to lose at this point. However, the benefits of the CI surpass from far the side effects, in my opinion. The most notable one is the improvement of the communication for most of the users, whether by hearing or by lip-reading (the CI helps to lip-read). To be aware of possible benefits and side effects coming from the implant, check this link: http://www.fda.gov/MedicalDevices/ProductsandMedicalProcedures/ImplantsandProsthetics/CochlearImplants/ucm062843.htm

It’s controversial because it’s said it restores fully the hearing. Well, it can, but it requires a combination of a lot of factors. First, you have to meet the criteria to be an applicant for the CI (bilateral profound neurosensorial hearing loss with no gain from the hearing aids usually). Second, the earlier the better, that’s why so many babies have been implanted nowadays. Third, work hard on the phonoaudiologist’s sessions and at home, meaning family support, effort from the patient and qualified professionals. Making it short, it requires effort, information and money (unless the government pays it for you here in Brazil). As you have probably noticed, not many can satisfy all the factors, hence the performance of CI users vary from no change to outstanding.

How about my case? Doctors found out I was losing my hearing skills when I was 2,5 years old; I started to use hearing aids from 3 to 15 yo, when I first got a CI. The fact that I have a hearing memory + got implanted “late in life” (again, the earlier, the better) + hearing nerves stimulated + phonoaudiologists + family and school support resulted in a good hearing performance. By that, I mean that I can understand mostly everyone (in Portuguese) if I am looking to the talker’s lips, using the lip-reading and the sound information together. I can understand some people on the phone, but they have to repeat once to three times so that I can get it. For all the good that the CI brings to my life, I am forevermore thankful.

This is not only what I have experienced, but many of the CI users. Our world is rich of sounds and we/I wanna be able to understand what it has to say. It doesn’t matter if it’s a good or bad sound, every sound heard is a treasure.

So, to finish this text, I say, bring it on! Bilateral implant, here I come!

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Paralimpíadas / Paralympic Games

Assisti a alguns dos esportes das Paralimpíadas na semana passada. Para ser mais específico, o basquete sentado e as provas de atletismo.

As tecnologias atuais me espantam. As adaptações das regras também. As cadeiras de rodas para basquete e corridas de 100m são “levemente” diferentes das que estamos acostumados a ver no nosso dia a dia. As 2 rodas grandes da cadeira de basquete são inclinadas. O par de rodas pequeno continua igual. E tem uma 5ª roda na parte de trás da cadeira, para evitar que o jogador caia para trás durante a partida. As pernas dos jogadores são atadas à cadeira para que eles possam levantar rapidamente do chão depois de colidir em outros jogadores – e isso acontece com frequência.

A cadeira dos 100m tem uma aparência diferente também. Ela me lembra das bigas que eu comprava no Age of Empires hehe. Ops… É uma cadeira ligada a uma roda extra na frente, que parece de bicicleta. Durante a corrida, os participantes se mexem com a cabeça abaixada e só olham para cima depois de cruzar a chegada. Tem menos atrito com o ar desse jeito. Esporte de alta performance, viram?

Outro avanço impressionante nas Paralimpíadas são as pernas de fibra de carbono. Oscar Pistorius talvez seja seu usuário mais famoso. Talvez vocês se lembrem ou tenham ouvido falar dele, ele foi o primeiro biamputado a correr com atletas “naturalmente bípedes”. Essa tecnologia foi considerada tão boa que inicialmente Pistorius não podia participar da categoria olímpica porque estaria em vantagem em relação aos outros atletas. Essa teoria não se mostrou verdadeira – ele não ganhou nenhuma corrida olímpica ainda -, mas espero que um dia se comprove. O esforço de Pistorius em ser aceito em uma categoria normal apesar de sua deficiência é uma inspiração para mim.

O esforço de todos os paratletas é inspirador. Eles estão lá, fazendo algo que gostam e sendo observados por pessoas de todo o mundo. Apesar do preconceito e ignorância enfrentados, eles estão lá, esforçando-se e servindo de exemplos. Não importa o lugar que eles alcancem, eles já são vencedores.

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Paralympic Games / Paralimpíadas

I watched some of the Paralympic games last week. To be more specific, a wheelchair basketball match and athletics.

The technology nowadays amazes me. The adaptation of the rules too. The wheelchairs designed for basketball and 100m run are slightly different from the ones we use to see around. The 2 big wheels of the basketball chair are inclined. The small pair remains the same. And there is a 5th wheel at the back of the chair to prevent backward flips during the play. The players’ legs are banded to the chair so that they are able to get up from the floor easily after hitting other players – and it happens often.

The 100m run wheelchair has a different look as well. It resembles the chariots I used to buy at Age of Empires lol. Ahem. It is a wheelchair connected to an extra wheel that looks like a bicycle’s. During the race, the runners keep moving with their heads down and only rise them after crossing the line. There’s less air friction this way. High performance, as you can see.

Another amazing tech in the Games is the carbon-fiber legs. Oscar Pistorius is perhaps its most famous user. You might remember or have heard of him, he is the first double amputee person racing with “two-naturally-legged” runners. This tech is considered to be so good that at first Pistorius could not participate in the Olympic class because he would be in advantage in comparison to the other athletes. This theory has not been proved true – he has not won an Olympic race yet -, but I hope it will be someday. Pistorius’ effort to be accepted in a regular class despite his handicap is an inspiration to me.

Not only Pistorius’. All the Paralympics athletes are inspiring. They are there, doing something they like and are being watched by people all over the world. Despite the prejudice and ignorance they face, they are there, striving and working as examples. It doesn’t matter which place they achieve, they are already winners.

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